Baixada Santista

Grupo vindo do Paraná é flagrado na Régis Bittencourt transportando 42 ampolas de medicamentos proibidos

Medicamentos apreendidos incluem tirzepatida e hormônio testosterona, proibidos pela Anvisa desde o início do ano

Foto: Reprodução/ PRF
Foto: Reprodução/ PRF

Redação Publicado em 25/08/2026, às 09h00


Durante uma fiscalização de rotina na Rodovia Régis Bittencourt, agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreenderam 42 ampolas de medicamentos ilegais e sem autorização sanitária que eram transportadas no porta-malas de um automóvel, na noite do último domingo (23), no trecho de Registro. O veículo era ocupado por dois homens e duas mulheres, que afirmaram ter saído de Foz do Iguaçu, no Paraná, com destino final programado para Santos.

Ao realizarem uma vistoria detalhada nas bagagens dos passageiros, os policiais encontraram as ampolas acondicionadas dentro de uma mala. Além dos frascos medicinais sem nota fiscal ou comprovante de importação oficial, a equipe localizou diversos brinquedos e garrafas de bebidas alcoólicas estocados na cabine e em outros compartimentos do carro.

Substâncias proibidas e regras da vigilância sanitária

De acordo com o relatório da PRF, a maior parte do lote confiscado era composta por compostos utilizados em tratamentos estéticos e para perda rápida de peso, destacando-se frascos de tirzepatida, além de unidades contendo hormônio testosterona. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu integralmente os produtos com tirzepatida da fabricante apreendida no início deste ano, decretando o recolhimento obrigatório dos lotes e vetando qualquer tipo de venda, fabricação, distribuição, transporte ou uso no território nacional.

Como nenhum dos integrantes do veículo apresentou licença dos órgãos reguladores para a entrada do material no país, o grupo foi encaminhado para a delegacia da Polícia Civil no 1º Distrito Policial de Iguape. No plantão policial, a autoridade registrou a ocorrência e autuou os quatro ocupantes pelo crime de contrabando. Após prestarem depoimento formal sobre a origem e o destino da carga, os suspeitos foram liberados para responder ao processo criminal em liberdade, enquanto todo o lote irregular permaneceu retido para perícia.