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Redação Publicado em 08/05/2026, às 09h47
Um policial militar de 27 anos foi preso pela Polícia Civil na manhã desta quinta-feira (7), após ser apontado como o principal autor de um ataque a tiros que deixou um homem morto e outro ferido no mês passado. A captura foi realizada por agentes da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Praia Grande, que vinham monitorando o suspeito desde o dia do crime, ocorrido na Vila Caiçara.
O episódio que deu origem à investigação aconteceu na madrugada de 13 de abril, na Rua São José. Naquela ocasião, dois irmãos foram surpreendidos por disparos de arma de fogo. O mais velho, que tinha 39 anos, foi atingido e morreu antes mesmo de receber socorro médico. Já o irmão mais novo, de 27 anos, também foi baleado, mas teve forças para pedir ajuda e conseguiu sobreviver após ser internado no Hospital Irmã Dulce.
Prisão e buscas em residência
A prisão do PM aconteceu de maneira estratégica e sem alarde no momento em que ele chegava para trabalhar em Mongaguá. Logo após a detenção, os policiais da DIG foram até a casa do investigado, em Praia Grande, para cumprir mandados de busca. Dentro de um guarda-roupa, os investigadores encontraram uma pistola de uso restrito, além de vários acessórios e carregadores escondidos.
Além da arma, um celular foi apreendido e será peça-chave para os próximos passos da investigação. O aparelho passará por uma perícia técnica para que a polícia possa descobrir mensagens ou registros que ajudem a entender o que motivou o ataque contra os irmãos. A Polícia Civil informou que o trabalho de inteligência foi fundamental para reunir as provas necessárias e pedir a prisão preventiva do policial.
Encaminhamento ao sistema prisional
O policial militar já passou pelos trâmites na delegacia e foi enviado para o sistema prisional, onde deve aguardar o julgamento à disposição da Justiça. O caso, agora tratado como homicídio consumado e tentativa de homicídio, segue sendo apurado pela Polícia Civil para fechar todas as pontas soltas sobre o crime.
A investigação quer saber, principalmente, se havia alguma relação prévia entre o PM e as vítimas ou se o crime teve algum outro pano de fundo. Por envolver um agente de segurança pública, o processo corre com atenção redobrada das autoridades. A arma apreendida também passará por exames de balística para confirmar se foi a mesma utilizada na noite dos assassinatos na Vila Caiçara.

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