Menino de 1 ano chegou sem vida à UPA da Rodoviária nesta terça-feira; equipe médica acionou a polícia após notar lesões graves

Redação Publicado em 26/05/2026, às 13h43
Uma tragédia comoveu os profissionais de saúde e mobilizou a Polícia Civil na madrugada desta terça-feira (26). Um bebê de apenas 1 ano de idade faleceu logo após dar entrada, já sem apresentar sinais vitais, na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Rodoviária, em Guarujá. Diante do cenário encontrado pelos médicos, as autoridades registraram o boletim de ocorrência como morte suspeita e iniciaram uma investigação minuciosa por maus-tratos e violência severa.
O menino deu entrada no pronto-socorro por volta de 1h20 da manhã, sofrendo uma parada cardiorrespiratória. Os médicos de plantão tentaram reanimar a criança por mais de meia hora, mas, infelizmente, o óbito acabou sendo confirmado pouco tempo depois. Durante os procedimentos de socorro, a equipe hospitalar localizou uma série de ferimentos graves pelo corpo do bebê, incluindo cortes, arranhões, marcas nas axilas semelhantes a queimaduras provocadas por cigarro e indícios físicos de abuso sexual.
Versões confusas e denúncia de abandono
A mãe do menino, uma jovem de 23 anos, prestou um depoimento confuso e cheio de contradições aos policiais. Ela alegou que acordou no meio da noite e simplesmente achou o filho desacordado na cama. A mulher negou qualquer tipo de agressão física e tentou justificar os ferimentos dizendo que eram apenas machucados de acidentes domésticos do dia a dia. Por outro lado, o pai do bebê, que tem a mesma idade, trouxe acusações graves contra a ex-companheira, afirmando que ela tinha um histórico pesado de negligência e que costumava deixar o filho sozinho trancado em casa. Ele ressaltou que esteve com o menino nesta segunda-feira (25) e que ele parecia bem de saúde.
Um homem de 52 anos, que ajuda a mãe financeiramente, também precisou ir até a delegacia para se explicar. Ele garantiu que não tem nenhuma relação com as agressões e que apenas dava uma força material para a jovem. No entanto, vizinhos e testemunhas que conheciam a rotina da casa relataram para a polícia que o ambiente em que o bebê vivia era totalmente insalubre, com condições muito precárias, e apontaram um suposto envolvimento da mãe com o uso de entorpecentes. Para complicar ainda mais o histórico da família, os agentes descobriram que o bebê já tinha sido internado há dois meses por conta de problemas cardíacos graves.
Investigação técnica na residência
Até o momento, nenhuma prisão foi efetuada pelas autoridades policiais. O caso foi centralizado na Delegacia Sede de Guarujá, que solicitou uma série de exames periciais urgentes para tentar desvendar o que realmente causou a morte do menino. O Instituto Médico Legal (IML) vai realizar exames de necropsia e testes de DNA para comprovar se houve a violência sexual apontada pelos médicos da UPA. Além disso, peritos criminais foram enviados para fazer uma varredura completa na casa onde a família morava para colher provas do crime.

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