Raphael Costa de Carvalho, responsável pelo atropelamento, fugiu sem prestar socorro e já é alvo de mandado de prisão

Redação Publicado em 04/09/2026, às 07h54
A caminho de mais um dia de trabalho, um coletor de 46 anos perdeu a vida de maneira brutal ao ser atingido por um veículo de luxo que invadiu a pista exclusiva para bicicletas. O responsável pelo atropelamento já tem nome, rosto e um pedido de prisão nas mãos da Justiça: Raphael Costa de Carvalho, de 31 anos. Desde o momento da batida, ele fugiu sem prestar qualquer tipo de socorro e agora é considerado foragido pelas autoridades de São Vicente.
A vítima, identificada como André Luiz de Menezes da Silva, morava no bairro Parque Bitaru e pedalava de madrugada para chegar ao serviço. A tragédia aconteceu por volta das 4h45 desta quinta-feira (3), na Rua Onze de Junho, bem perto da Praia dos Milionários. De acordo com as equipes que atenderam a ocorrência, o motorista vinha em uma velocidade muito acima do permitido. Ele perdeu o controle da direção, entrou na ciclovia com tudo e jogou o trabalhador contra um muro. O impacto foi tão forte que não houve sequer marca de freio no asfalto. Apesar do esforço dos socorristas do Samu e dos bombeiros na tentativa de reanimação, André não resistiu.
Após a colisão, o motorista e uma pessoa que estava no banco do passageiro saíram andando e abandonaram a cena do crime. O carro só foi achado um tempo depois, parado na Rua Campos Sales, a cerca de dois quilômetros de distância, com a frente toda amassada. Perto do automóvel, os policiais recolheram documentos e a carteirinha de um plano de saúde no nome de Raphael. Para fechar o quebra-cabeça, a própria mãe do rapaz viu imagens de câmeras de segurança e confirmou que era o filho saindo do carro destruído.
O que foi achado no carro e a mudança na lei
O caso tomou um rumo ainda mais sério quando os peritos vasculharam o interior do veículo abandonado. Lá dentro, as equipes encontraram uma garrafa de uísque totalmente vazia e um cigarro de maconha consumido pela metade. Esse detalhe fez o delegado Marcos Alexandre Alfino, que chefia a investigação, mudar a forma como a polícia enxerga a situação.
No começo, a ocorrência tinha sido registrada como um acidente de trânsito comum, sem intenção de matar. Porém, com os itens achados e a velocidade extrema, o delegado passou a tratar o caso como homicídio doloso com dolo eventual, ou seja, quando o condutor assume o risco de tirar a vida de alguém. A autoridade policial classificou a atitude como covarde e lembrou que Raphael já tinha sido parado em uma blitz no mês de setembro do ano passado por dirigir alcoolizado. A principal suspeita é que ele e o amigo estivessem voltando de alguma festa naquela madrugada.
O passageiro misterioso
Agora, os investigadores trabalham para descobrir quem era o homem que acompanhava o condutor no momento da batida. O passageiro fugiu junto com o amigo e ainda não teve o nome revelado. A polícia quer ouvir o depoimento dele para preencher os espaços vazios dessa história. Enquanto isso, as equipes seguem nas ruas tentando localizar Raphael, aguardando apenas que a Justiça libere o mandado de prisão para tirá-lo de circulação.
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