Com três vítimas identificadas, polícia indiciou professor por importunação sexual e solicitou prisão preventiva antes do julgamento

Redação Publicado em 09/10/2026, às 10h51
A rotina dos alunos da educação infantil da Escola Municipal Padre José de Anchieta, em São Vicente, mudou completamente nos últimos dias após uma denúncia grave vir à tona. Um professor que dava aulas no local precisou ser retirado imediatamente de suas funções. Toda a situação começou quando uma criança pequena conversou com a família e contou sobre episódios de abuso que estariam acontecendo dentro do ambiente escolar.
A Secretaria de Educação agiu rápido e afastou o educador logo na terça-feira (29). Além de tirar o profissional da sala de aula, a prefeitura também deu suporte para que os pais pudessem registrar um boletim de ocorrência na delegacia e buscar orientação do Conselho Tutelar.
O andamento das investigações
Assim que a queixa oficial foi registrada, a equipe do 3º Distrito Policial de São Vicente entrou no caso para tentar entender os detalhes da história. O delegado responsável, Thiago Espinha Garcia, decidiu ouvir os depoimentos com muito cuidado. Como estamos falando de crianças bem pequenas, as conversas precisaram acontecer através das mães delas, para garantir o bem-estar dos alunos.
Durante esse trabalho de escuta, os policiais acabaram fazendo uma nova descoberta. Eles identificaram uma terceira criança que também afirmou ter sofrido os mesmos tipos de violência e, assim como as outras, a vítima foi ouvida com o apoio e a presença de sua mãe.
Um dos maiores desafios que a polícia enfrenta nesse tipo de denúncia é a dificuldade de encontrar provas concretas, já que os atos relatados pelas famílias geralmente não deixam marcas físicas. Por conta disso, os depoimentos se tornam a principal peça para montar o quebra-cabeça.
Mesmo com esse obstáculo, o delegado reuniu os relatos, considerou as falas contundentes e tomou uma decisão firme. Ele resolveu indiciar o professor, Danilo Gonçalves Mano Romão, pelo crime de importunação sexual. Como são três vítimas diferentes até agora, o profissional vai responder por três casos. Além disso, a Polícia Civil achou que o mais seguro seria prender o suspeito antes mesmo de qualquer julgamento e fez um pedido oficial de prisão preventiva.
A posição da Justiça
Apesar da convicção da equipe policial em querer o suspeito atrás das grades agora, a história tomou um novo rumo. Quando o pedido chegou às mãos do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), o órgão que avalia esses casos discordou da ideia de prender o professor neste momento.
Na visão dos promotores, ainda é cedo para tirar a liberdade do suspeito. Eles pediram que a Polícia Civil volte a campo e realize novas buscas e entrevistas. O objetivo do MP é levantar ainda mais informações para que o crime fique totalmente comprovado e não reste nenhuma ponta solta sobre o que realmente aconteceu nos corredores da escola. Enquanto isso, o processo continua e a investigação segue em andamento.
Leia também

Com regatas na Aparecida, Festival KaOra de canoa havaiana celebra 10 anos de apoio e reabilitação

Ex-militar que matou homem na Praia da Enseada vai a júri por homicídio

Votação reaberta: moradores escolhem qual pássaro vai representar Bertioga

Praia do Tombo conquista selo Bandeira Azul pela 17ª temporada consecutiva

Polícia encontra 2 kg de drogas escondidos em parede de apartamento em São Vicente

Dono de oficina é preso por tentar matar funcionário recém-demitido com tiros pelas costas em Registro

Homem é preso em Itanhaém com quase mil porções de drogas na mochila após perseguição

Polícia pede prisão de professor suspeito de violência contra alunos, mas Ministério Público nega

Outubro Rosa: Hapvida leva oncologista e psicóloga a live aberta sobre câncer de mama

Homem é preso após fugir pelos telhados durante operação contra o tráfico em Praia Grande