Revisão de gastos da Previdência abre espaço fiscal de R$ 5 bilhões no Orçamento de 2027 após queda na fila de pedidos do INSS
Redação Publicado em 26/08/2026, às 11h06
O governo federal revisou para baixo a estimativa de despesas da Previdência Social para o exercício financeiro de 2027, reduzindo em R$ 5 bilhões a projeção de gastos com o pagamento de aposentadorias, pensões e auxílios. Segundo os novos cálculos apresentados e aprovados por unanimidade pelo Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS) nesta terça-feira (25), o custo total do Regime Geral de Previdência Social no próximo ano deve alcançar R$ 1,218 trilhão, ante a estimativa preliminar de R$ 1,223 trilhão informada no início de agosto.
Mesmo com o ajuste na curva de despesas, o montante estimado para 2027 representa um avanço de 7,92% na comparação direta com as despesas projetadas para 2026, calculadas em R$ 1,129 trilhão. A maior fatia desse orçamento será canalizada para o pagamento direto de benefícios previdenciários aos segurados, absorvendo R$ 1,161 trilhão, uma expansão de 8,76% frente à folha deste ano.
Impacto da redução da fila do INSS e elaboração do Orçamento
A revisão dos parâmetros fiscais ocorreu após a equipe econômica incorporar o impacto da aceleração nas concessões e das medidas de força-tarefa voltadas à redução do represamento de pedidos no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Números divulgados pelo Ministério da Previdência Social apontam que o estoque de requerimentos pendentes recuou de 1,8 milhão em junho para 1,55 milhão ao final de julho, atingindo o menor patamar dos últimos 21 meses e acumulando uma retração de 74% no ano, processo que acelera a inclusão de novos beneficiários na folha de pagamento.
A folga orçamentária de R$ 5 bilhões gerada pelo recálculo das despesas obrigatórias poderá ser redistribuída pelo governo federal para outras áreas prioritárias na elaboração do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, que precisa ser protocolado no Congresso Nacional até o próximo dia 31 de agosto.