Economia

Dólar abre a R$ 5,14 com prévia da inflação em queda e radar em dados dos EUA

Moeda americana sobe 0,10% nesta manhã com prévia da inflação brasileira em desaceleração e expectativa por balanço da Nvidia

IPCA-15 recua 0,40% em agosto e dólar opera em leve alta nesta quarta-feira - Imagem: Divulgação
IPCA-15 recua 0,40% em agosto e dólar opera em leve alta nesta quarta-feira - Imagem: Divulgação

Redação Publicado em 26/08/2026, às 09h56


O dólar abriu a sessão desta quarta-feira (26) em leve alta de 0,10%, cotado a R$ 5,1450, em um dia repleto de divulgações econômicas decisivas no Brasil e no exterior. O mercado financeiro doméstico iniciou as operações repercutindo a divulgação do IPCA-15 de agosto pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que registrou deflação de 0,40% no mês, puxada pela retração nos grupos de habitação, transportes e alimentos. No acumulado de 12 meses, a prévia da inflação oficial desacelerou de 4,52% para 4,24%, fortalecendo as expectativas para a trajetória de juros.

Ainda no cenário nacional, os investidores acompanham a publicação do relatório da dívida pública de julho e a atualização do Plano Anual de Financiamento (PAF) de 2026 pelo Tesouro Nacional. O ambiente fiscal também é influenciado pelos números históricos da Receita Federal, que registrou recorde de arrecadação para meses de julho, somando R$ 289,3 bilhões em receitas tributárias, alta real de 9% sobre igual período de 2025.

Radar internacional: inflação nos EUA e balanço corporativo

No exterior, as atenções globais convergem para a segunda leitura do PIB norte-americano do segundo trimestre e para o índice de preços de gastos com consumo (PCE) de julho, indicador prioritário do Federal Reserve para balizar os juros dos Estados Unidos. Os mercados aguardam ainda o discurso de Kevin Warsh em Jackson Hole e a divulgação dos resultados financeiros da fabricante de chips Nvidia, visto como termômetro da demanda mundial por inteligência artificial.

As bolsas internacionais operam em tom misto: enquanto a Ásia fechou predominantemente no terreno positivo impulsionada pelo setor de tecnologia, os índices futuros de Wall Street e as praças europeias mostram cautela diante da queda nas cotações do petróleo e da expectativa pelas decisões de política monetária nos Estados Unidos.