Economia

Dólar opera em leve alta a R$ 5,14 com tensões no exterior e cenário eleitoral no radar

Com tensões entre EUA e Irã e tarifas bilaterais no radar, moeda norte-americana opera cotada a R$ 5,14 nesta segunda-feira

Mercado acompanha desdobramentos geopolíticos e negociações comerciais entre Brasil e EUA - Foto: Sebastiao Moreira (EFE)

Redação Publicado em 24/08/2026, às 10h21

A intensificação do conflito diplomático e econômico entre os Estados Unidos e o Irã colocou os mercados financeiros globais em estado de alerta no início desta segunda-feira (24). A expectativa pelo anúncio de um pacote inédito de sanções por parte do governo americano elevou a aversão ao risco internacional, enquanto autoridades iranianas reagiram prometendo retaliações a qualquer país vizinho que apoie as medidas de isolamento econômico.

Diante da tensão geopolítica e dos impactos sobre o fluxo de energia no Estreito de Ormuz, rota responsável por cerca de 20% do comércio petrolífero no planeta, os preços internacionais da commodity registraram oscilações. O barril de petróleo Brent recuava 1,43%, cotado a US$ 93,04, enquanto o barril de WTI caía 2,11%, negociado a US$ 85,22. Na Ásia, a aversão ao risco aliada a movimentos no setor de tecnologia levou as principais bolsas a fecharem em terreno negativo.

Câmbio, bolsa e relações bilaterais

No mercado financeiro nacional, o dólar comercial abriu as operações com leve valorização de 0,06%, negociado a R$ 5,1468 logo nas primeiras horas do dia, acumulando alta mensal de 1,47%. Os investidores locais também acompanham a abertura dos negócios na B3, que acumulava valorização de 6,14% no ano, e observam a repercussão do primeiro debate eleitoral entre os candidatos à Presidência da República, além do acompanhamento das pesquisas eleitorais divulgadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e institutos de pesquisa.

No campo das relações comerciais bilaterais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente americano Donald Trump conversaram por telefone na última sexta-feira a respeito das tarifas alfandegárias aplicadas contra produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos. Enquanto o governo brasileiro classificou as taxas como infundadas, novas reuniões entre equipes técnicas de ambos os países foram agendadas para debater os termos comerciais e buscar alternativas ao impasse tarifário.

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