Economia

Dólar abre em leve queda e mercado monitora recuperação judicial da Casas Bahia

Cotação recuou 0,18% nas primeiras horas do dia; setor de varejo enfrenta cenário cauteloso com renegociação bilionária de dívidas

Bolsas operam sob cautela com varejo nacional e tensões no exterior nesta segunda-feira (17) - Imagem: Divulgação
Bolsas operam sob cautela com varejo nacional e tensões no exterior nesta segunda-feira (17) - Imagem: Divulgação

Redação Publicado em 17/08/2026, às 10h44


O mercado financeiro começou os trabalhos desta segunda-feira (17) com atenção redobrada ao cenário econômico doméstico e às tensões geopolíticas no exterior. Logo nas primeiras negociações do dia, por volta das 9h, a moeda norte-americana operava em leve desvalorização de 0,18%, cotada no patamar de R$ 5,2098, enquanto os investidores aguardavam a abertura formal dos negócios no índice Ibovespa, que reúne as principais ações negociadas na B3.

No cenário nacional, o setor varejista atraiu os holofotes do mercado financeiro após a rede Casas Bahia formalizar um pedido de recuperação judicial junto à Justiça do Estado de São Paulo. O processo abrange a matriz e outras nove empresas integrantes do grupo econômico, com o objetivo principal de renegociar cerca de R$ 17,3 bilhões em dívidas acumuladas e garantir a continuidade das suas operações comerciais no país.

A medida acendeu um alerta entre analistas e investidores em relação à saúde financeira das grandes varejistas, em um contexto marcado também pela retirada recente de recursos estrangeiros da bolsa brasileira.

Indicadores econômicos e panorama internacional

No campo dos indicadores macroeconômicos, a Fundação Getulio Vargas (FGV) informou que o Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) registrou deflação de 0,51% neste mês, dando sequência ao recuo de 1,13% apurado em julho.

Paralelamente, o Banco Central divulgou uma nova edição do Relatório Focus, apontando que o mercado financeiro manteve inalteradas as expectativas para as metas de inflação, crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), taxa básica de juros (Selic) e cotação do câmbio para o encerramento do ano.

No exterior, o foco dos investidores permaneceu voltado para as movimentações no Oriente Médio, com declarações recentes de autoridades norte-americanas sobre o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz. As preocupações com a segurança nas rotas globais de escoamento de energia geraram novas oscilações nos contratos futuros do petróleo tipo Brent e WTI. Em contrapartida, as principais praças financeiras da Ásia fecharam a sessão em alta, sustentadas pelos bons resultados de companhias de tecnologia e fabricantes de chips.