Após hiato de um mês, F1 introduz ajustes no sistema de recuperação de energia para reduzir o gerenciamento excessivo dos pilotos
Gabriella Souza Publicado em 28/04/2026, às 12h42
Após um hiato de um mês no calendário devido ao cancelamento das etapas no Bahrein e na Arábia Saudita, a Fórmula 1 retoma as atividades neste final de semana. O GP de Miami, quarta etapa da temporada 2026, será o palco de mudanças importantes, tanto no regulamento técnico quanto na gestão das equipes, prometendo alterar a dinâmica de forças vista no início do ano.
Regras novas na recuperação de energia
Os pilotos cobraram e a F1 atendeu: o sistema de recuperação de energia dos novos carros passou por ajustes. O objetivo é reduzir a necessidade extrema de técnicas de direção apenas para recarregar baterias, o que vinha sendo apelidado pejorativamente de "Mundial de baterias".
Entre as principais mudanças para Miami, estão a redução da energia recuperada nas classificações e o aumento da potência máxima durante o superclipping para acelerar a recarga. Além disso, a FIA impôs um teto de 150 kW no botão de impulso extra para evitar diferenças discrepantes de velocidade e baniu um "truque" usado por Mercedes e Red Bull, que cortavam a energia do MGU-K em voltas rápidas para manter a bateria no máximo.
Novo diretor na Audi e reforços na Red Bull
Nos bastidores, a movimentação foi intensa durante a pausa. A Audi, equipe do brasileiro Gabriel Bortoleto, reforçou sua gestão com a chegada de Allan McNish ao cargo de diretor de corridas. O escocês, ex-piloto de F1 e ex-chefe da marca na Fórmula E, será o responsável por todas as operações de pista e estratégias, dividindo as funções com a gestão da Academia de Pilotos.
Já na Red Bull, o clima é de reestruturação técnica. Após o anúncio de que Gianpiero Lambiase deixará o time em 2027 rumo à McLaren, a equipe promoveu Ben Waterhouse a engenheiro-chefe de performance e contratou Andrea Landi (ex-Racing Bulls) para fortalecer o corpo de design liderado por Pierre Waché.
Treino livre estendido em Miami
Devido à introdução das novas regras e ao longo período de inatividade dos pilotos, a F1 decidiu estender o treino livre único do GP de Miami. A sessão desta sexta-feira terá 1h30 de duração (em vez dos 60 minutos habituais), começando às 13h30 no horário de Brasília.
Com o ajuste no cronograma, a classificação sprint também sofreu uma leve alteração, passando das 17h30 para as 18h. O tempo extra de pista será crucial para que as equipes calibrem os novos sistemas de energia antes que os carros entrem em regime de parque fechado.