Decisão de Samir Xaud visa respeitar os símbolos nacionais e manter as cores oficiais da bandeira do Brasil
Redação Publicado em 23/06/2026, às 11h30
O presidente da CBF, Samir Xaud, conseguiu barrar o uso da cor vermelha nas roupas oficiais dos atletas do Brasil mais uma vez. Em uma conversa no ano passado, o dirigente explicou que sua decisão não tem nada a ver com brigas de partidos, mas sim com o respeito aos símbolos nacionais.
Ele defendeu que o país deve vestir apenas amarelo, azul, verde e branco, que são as cores oficiais da nossa bandeira, e revelou que chegou a fazer uma reunião de emergência para mandar interromper as máquinas da fábrica de material esportivo na época.
Seguindo essa mesma linha de pensamento, a Fifa confirmou de última hora uma mudança visual importante para o jogo da Seleção Brasileira contra a Escócia, marcado para as sete da noite desta quarta-feira, válido pela rodada de encerramento da fase de grupos do mundial. Os goleiros Alisson, Ederson e Weverton, que jogariam inteiramente vestidos de vermelho, agora vão entrar em campo usando um uniforme na cor verde.
Fifa dá sinal verde após pedido de última hora
A entidade máxima do futebol deu o braço a torcer e aceitou a troca após a diretoria brasileira comprovar que já tinha um lote de roupas reservas pronto no vestiário. Como o tom esverdeado não causava nenhuma confusão visual com as camisas e calções que os jogadores da Escócia vão usar na partida, a substituição foi liberada sem grandes problemas durante a reunião de organização do confronto.
Geralmente, a escolha das roupas que entram em campo em um torneio desse tamanho é definida com muita antecedência por meio de formulários que as confederações enviam para a organização. Porém, os regulamentos permitem que pequenas alterações sejam feitas na véspera dos jogos se as duas seleções entrarem em um acordo mútuo.
Histórico da cor
Apesar de toda a polêmica recente nos bastidores, ver os paredões do Brasil vestindo trajes vermelhos não é nenhuma novidade no futebol. Em anos anteriores, como nos mundiais e torneios de 2013 e 2014, o ex-goleiro Júlio César defendeu a meta brasileira vestindo essa mesma cor em vários jogos importantes, sem que isso gerasse qualquer tipo de discussão.
Desta vez, a fabricante de materiais e a organização do torneio preferiram não dar declarações públicas sobre a mudança, enquanto os diretores brasileiros insistiram em dizer que o modelo vermelho sequer faz parte do catálogo atual. Com a troca aceita nos bastidores, os goleiros vão de verde e os jogadores de linha vão pisar no gramado com a combinação clássica de camisa amarela, calção branco e meiões brancos.