Gabriel Bortoleto acredita que a tecnologia deve ser aliada e não um obstáculo no desenvolvimento dos carros de Fórmula 1
Gabrielle Reis Publicado em 12/08/2026, às 11h16
O piloto brasileiro saiu em defesa da influência da inteligência artificial nos carros de Fórmula 1. Ele acredita que a categoria deve aproveitar as ferramentas tecnológicas ao invés de reduzi-las no funcionamento dos carros.
As regras impostas no regulamento de 2026, fizeram com que os pilotos dependessem cada vez mais dos softwares para a otimização do desempenho durante as voltas e ao longo da corrida. Isso gerou grandes críticas vindas de dentro e de fora das pistas.
Parte das pessoas acreditam que a categoria passou a obter muita influência e dependência tecnológica, o que pode atrapalhar na questão do desenvolvimento. Bortoleto acredita em uma opção divergente:
"Estamos na Fórmula 1. Estamos desenvolvendo a tecnologia do futuro. Se não estamos utilizando todas as ferramentas que estão disponíveis no mundo a nosso favor, então eu não sei do que se trata a Fórmula 1."
O brasileiro destaca que as pessoas reclamavam da quantidade de coisas que um piloto poderia executar e que agora reclamam de uma tecnologia que faz por eles. Gabriel afirma que está feliz com o desenvolvimento e com a direção que a categoria está seguindo, destacando a importância do software conseguir adaptar e entender a quantidade de energia que o piloto está utilizando durante as voltas, a maneira que pode evoluir para as próximas, observar os erros e acertos.
O chefe de equipe da McLaren, Andrea Stella, disse ao portal britânico "The Race", que a equipe sofreu por não ter simulações muito avançadaqs para poder programar os motores:
"Quando você opera uma unidade de potência tão complicada, e isso acontece por causa do regulamento, você precisa de modelos do próprio motor para testar diferentes parâmetros e ver como ele responderia. Isso serve para otimizar a entrega de energia, a pilotagem e as trocas de marcha".
A equipe Williams, integrou a utilização da inteligência artificial, afirmando que são mais rápidas e mais eficientes. O chefe da equipe, James Vowles, explicou que ela (IA) pode tranformar a maneira como as equipes trabalham. Ele acredita que pode aumentar o número de contratações porque a produtividade das equipes aumentará.
Vowles afirmou que a equipe passou três anos estabelecendo bases e que agora podem contruir sobre elas. Além disso, contratou James Smith, que trabalhou em plataformas como Google e DeepMind antes de se tornar o co-fundador da Human Native AI: "Colocamos as pessoas certas nas posições que nos permitem acelerar."
O chefe da Williams, afirmou que não possui medo da IA e que essa ferramenta não surgiu para substituir e sim, para acrescentar, multiplicar e permitir mais eficiência.
"Se eu tenho uma pessoa que produz desempenho aerodinâmico e consigo torná-la quatro vezes mais eficiente, não vou reduzir a minha equipe de aerodinâmica pela metade. Vou ampliá-la. Se os meus projetistas forem duas vezes mais eficientes, não vou reduzir o número de funcionários, simplesmente vou produzir mais produtos e mais complexos".
Finalizando, Vowles afirmou que as equipes precisam se adaptar à ferramenta, ou ficarão para trás.