A equipe precisa recorrer a um 'plano B' para poder terminar a corrida
Gabrielle Reis Publicado em 07/07/2026, às 08h47
A equipe Aston Martin está passando por maus bocados. Todas as equipes estão passando por atualizações e ela não seria diferente, mas os resultados não estão sendo positivos.
A mudança de motor parecia ser a solução dos problemas, mas criou um ainda maior: muita potência para um carro que não aguenta. Andrian Newey - conhecido por ter projetado o memorável MP4/14 e o carro vencedor de Max Verstappen - saiu da Red Bull e entrou na equipe como forma de melhorar o desenvolvimento técnico e obter melhores resultados, tanto nas pistas, quanto fora delas.
Fernando Alonso explicou que a situação só melhoraria no próximo ano - o que descartou sua aposentadoria como piloto - mas que ele não sabe o quanto isso pode mantê-lo vivo. O piloto espanhol precisou se afastar por um curto período por sentir tremedeiras e dores na coluna. Ao contrário do que muitos dizem, Alonso sofreu esses resultados por conta dos tremores que o carro vêm trazendo.
O pedido de desculpas
Adrian Newey reconheceu alguns erros na equipe, principalmente o de não comunicar os seus pilotos e não desenvolver os projetos em conjunto com eles. Newey afirmou que é uma situação "dolorosa" e que precisa suspender o desenvolvimento do carro de 2026.
A equipe optou por essa interrupção para poder focar nos problemas internos e poder trazer um carro mais competitivo para 2027.
"Estamos em desvantagem devido a vários problemas nos testes de pré-temporada, então nossa curva de aprendizado está atrasada. Ficou muito claro em Melbourne que não seríamos competitivos nas primeiras corridas. Por isso, tomamos a decisão dolorosa de não realizar nenhum desenvolvimento durante a primeira metade do ano, com o objetivo de nos organizarmos melhor", afirmou o dirigente.
Atualizações
As primeiras atualizações estão previstas para o Grande Prêmio da Hungria e dos Países Baixos.
Newey revelou que ficou em conjunto com Alonso e Stroll para apresentar um panorama mais detalhado da situação da Aston Martin - o que já deveria ter acontecido - e assim poder definir quais são os maiores problemas, quais são as prioridades, quais são as coisas que eles precisam mudar e quais precisam trazer.
O dirigente explicou que possui o objetivo de chegar o mais perto possível do limite mínimo de peso. "Fernando aguarda esta atualização com grande entusiasmo. Se o desempenho atender nossas expectativas, esperamos que ele permaneça por mais uma temporada".
Alonso bateu de frente sobre permanência
O piloto espanhol está passando por algumas crises e dúvidas sobre a sua carreira. O chefe da Aston Martin afirmou que a permanência do Alonso seria por alguma atualização do AMR26 - carro da temporada - para o GP da Hungria, no final de julho.
A situação ficou conturbada ao ouvir que o piloto está pensando na possibilidade de se aposentar durante a "season break", ou seja, durante a pausa de agosto.
"Como eu disse, vou pensar nisso durante as férias de agosto." - afirmou o bicampeão. Alonso prosseguiu: "não posso dizer que esteja realmente ligado. Há outros fatores que preciso levar em conta além do carro ser bom ou ruim. Talvez o carro seja ótimo e ainda assim haja a sensação de que o esporte está indo na direção errada."
Essas próximas etapas estão sendo avaliadas pelo bicampeão e isso pode acarretar na decisão final.
Os tremores:
Os tremores nos carros da Aston Martin na Fórmula 1, foram causados por incompatibilidade na unidade de potência da Honda, o que provocou fortes vibrações no volante.
Essa falha exigiu uma limitação dos pilotos para evitar riscos de danos neurológicos nos nervos das mãos.
Lance Stroll passou por problemas em sua mão, assim como Fernando Alonso que saiu do carro observando as mãos tremerem de forma recorrente. Ambos os pilotos relataram as sensações de dormência, tanto que o piloto espanhol pilotou "sem as mãos" para poder aliviar a tensão em alguns pontos.
Alonso afirmou que isso não deveria acontecer porque danifica os componentes do carro e eles mesmos. "Sentimos nosso corpo com essa frequência de vibrações, que depois de 20 ou 25 minutos fica um pouco dormente. Isso não deveria estar lá e também não sabemos as consequências se você continuar dirigindo assim por meses."