Eliminação nas oitavas de final da Copa de 2026 foi a pior campanha da Seleção Brasileira desde o Mundial de 1990

Redação Publicado em 07/07/2026, às 11h36
A precoce eliminação da Seleção Brasileira nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 segue reverberando de forma intensa fora das quatro linhas. Nesta segunda-feira (6), integrantes do movimento de torcedores Núcleo BR realizaram um protesto em frente à sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), localizada na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro, exigindo uma reformulação profunda na gestão do futebol nacional.
Durante o ato, os manifestantes estenderam faixas nos portões principais da entidade máxima do futebol brasileiro com duras críticas à diretoria e à postura do elenco atual. Entre as mensagens exibidas, destacavam-se frases como "Respeitem a história da única pentacampeã", "Confederação Brasileira Fraudulenta" e "Seleção é tradição".
Cobrança por foco e crítica aos bastidores
Por meio de posicionamento oficial nas redes sociais, o Núcleo BR justificou a mobilização como uma resposta necessária à apatia demonstrada na campanha do Mundial, que culminou na derrota por 2 a 1 para a Noruega. O grupo enfatizou que o papel de torcedor também engloba a fiscalização do projeto esportivo.
O movimento direcionou o foco dos protestos para o ambiente político e administrativo da confederação, apontando que as polêmicas fora de campo minaram o desempenho técnico da equipe ao longo de toda a preparação para o torneio. "Nosso ciclo da Copa foi mais focado em problemas extracampo do que com o futebol em si. É assim que querem ser campeões? Quem está à frente da CBF deve dar o exemplo", questionou a nota do grupo, que prometeu manter a vigilância ativa sobre os próximos passos da entidade.
Pior campanha em 36 anos
O impacto esportivo da queda diante dos noruegueses agravou a crise de identidade vivida pela Seleção. O resultado representou o pior desempenho do Brasil em Copas do Mundo desde 1990, quando a equipe foi eliminada na mesma fase das oitavas de final pela Argentina.
Com o revés em 2026, o futebol brasileiro estende sua crise de resultados no cenário internacional e amargará um longo período sem erguer a taça. O jejum forçado garante que o Brasil chegará à Copa do Mundo de 2030 registrando, no mínimo, 28 anos sem o título mundial, igualando o maior intervalo sem conquistas de toda a sua história, período compreendido entre o tricampeonato em 1970 e o tetracampeonato em 1994.
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