Após rejeição de exigências de mandatos anteriores, a regra atual foi mantida com 65 votos a favor e 41 contra na votação
Redação Publicado em 29/05/2026, às 11h26
Uma decisão crucial dos bastidores políticos do Santos movimentou a Vila Belmiro sob forte pressão popular. O Conselho Deliberativo do clube aprovou, na noite desta quinta-feira, a manutenção da regra atual de elegibilidade para o cargo de presidente. Com isso, não será necessário ter cumprido mandatos como conselheiro para poder se candidatar à presidência do Peixe no novo regimento interno.
Esse artigo era considerado o ponto mais polêmico de todo o texto do novo estatuto, que vem sendo votado artigo por artigo pelos conselheiros. No modelo atual, qualquer interessado precisa apenas registrar dez anos de associação ininterrupta ao clube para estar apto a concorrer ao poder executivo, e essa exigência básica foi blindada no novo texto.
A manutenção da regra foi uma vitória direta dos torcedores, que organizaram protestos do lado de fora da Vila Belmiro durante os três dias de reuniões do Conselho. Entre os gritos de cobrança nas calçadas do estádio, os santistas batiam na tecla de que exigir "zero mandato" para concorrer ao cargo mais alto do clube era "mais do que obrigação".
Placares da votação
A comissão responsável por redigir a reforma do estatuto tinha o plano inicial de blindar o cargo, exigindo que qualquer candidato à presidência tivesse cumprido ao menos dois mandatos anteriores dentro do Conselho Deliberativo. Diante da rejeição imediata do público, a comissão tentou um meio-termo de última hora, sugerindo a obrigatoriedade de apenas um mandato.
No entanto, os conselheiros acabaram rejeitando a exigência de um mandato por 65 votos a 50, além de três abstenções. Na sequência, a emenda que garantia a manutenção da regra atual (sem necessidade de mandato) foi posta em votação e acabou aprovada por 65 votos a favor, 41 contra e oito abstenções.
Próximos passos
Com o ponto mais tenso superado, os conselheiros santistas têm um novo encontro agendado para a próxima semana. A expectativa da mesa diretora é de que o debate sobre as cláusulas restantes seja finalizado e o texto do novo regimento interno seja completamente fechado.
A palavra final, porém, não será do Conselho. Assim que o documento for finalizado, a secretaria do clube terá um prazo de 30 dias para convocar uma Assembleia Geral de Sócios. Os associados aptos vão votar para aprovar ou rejeitar o novo estatuto por maioria simples. Essa votação popular acontecerá no formato de bloco: ou seja, o torcedor terá de aceitar ou recusar o texto inteiro de uma só vez, sem a possibilidade de alterar parágrafos isolados.