Atleta da categoria acima de 95 kg (classe J2) venceu três das quatro lutas no torneio que abre ciclo para os próximos Jogos Paralímpicos

Redação Publicado em 14/07/2026, às 09h40
O judoca paralímpico santista Felipe Amorim, atleta da Fundação Pró-Esporte de Santos (Fupes), conquistou resultados expressivos no último final de semana no Centro de Treinamento do Comitê Paralímpico Brasileiro, em São Paulo. No sábado (11), ele garantiu a medalha de prata no prestigiado Grand Prix Internacional de Judô Paralímpico da IBSA (Federação Internacional de Esportes para Cegos) e, no domingo (12), sagrou-se bicampeão das Américas.
Com o excelente desempenho na categoria acima de 95 kg (classe J2), Felipe consolida sua posição como o número 2 do ranking mundial e dá um passo importante rumo ao seu principal objetivo de longo prazo: os Jogos Paralímpicos de Los Angeles 2028. O próximo grande desafio do judoca será o Campeonato Mundial da modalidade, que ocorrerá em setembro, na Geórgia.
Campanha de destaque no Grand Prix da IBSA
O Grand Prix abriu oficialmente o ciclo classificatório para a próxima Paralimpíada. Na competição, Felipe Amorim venceu três dos quatro confrontos que disputou, enfrentando os maiores nomes da categoria no planeta:
Estreia: Vitória contra um atleta da França por finalização com golpe katagatame;
Segunda luta: Triunfo por ippon (com golpe tai-otoshi) contra o judoca da Coreia do Sul, que foi campeão paralímpico nos Jogos do Rio 2016;
Terceira luta: Confronto acirrado contra o atual líder do ranking mundial, representante do Cazaquistão. Felipe chegou a pontuar um waza-ari e abrir vantagem, mas sofreu a virada nos segundos finais do combate;
Encerramento: Vitória por ippon (com golpe o-soto-gari) contra outro adversário francês, garantindo a medalha de prata.
"Foi uma competição muito importante para o ranking paralímpico. Fiz boas lutas, consegui três vitórias e sigo na segunda colocação do ranking mundial", celebrou o atleta.
Trajetória de superação no esporte
Aos 42 anos, Felipe Amorim tem uma história recente e já vitoriosa no esporte adaptado. Ele migrou para o judô paralímpico em 2024, após uma vida inteira dedicada ao judô convencional. A transição de modalidade ocorreu após o atleta ser diagnosticado com retinose pigmentar, uma doença degenerativa que compromete a visão. Sua estreia em competições internacionais ocorreu na temporada de 2025 e, desde então, ele vem acumulando pódios e se mantendo na elite global do esporte.
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