Técnicos do Instituto Biopesca recolhem quatro animais marinhos sem vida durante monitoramento na Baixada Santista
Redação Publicado em 24/08/2026, às 16h52
Durante a rota de monitoramento realizada pelas equipes ambientais ao longo da faixa de areia da Baixada Santista, técnicos do Instituto Biopesca recolheram quatro animais marinhos sem vida na manhã desta segunda-feira (24). As ocorrências envolveram a localização de um golfinho em Mongaguá e de três pinguins-de-Magalhães encalhados no trecho da Praia do Maracanã, em Praia Grande.
As carcaças foram encontradas no decorrer das atividades do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS). De acordo com a equipe técnica da instituição, o avançado estado de decomposição dos corpos impossibilitou a confirmação imediata dos motivos que levaram aos óbitos na água. Todos os exemplares foram encaminhados para a sede do instituto, onde especialistas coletaram amostras de tecidos biológicos para realização de exames laboratoriais detalhados.
Migração de inverno e cuidados na praia
O instituto explicou que o período de inverno marca a rota migratória natural de diversas espécies do oceano, especialmente os pinguins-de-Magalhães, que nadam centenas de quilômetros a partir do sul do continente em busca de alimento em águas mais amenas. A dinâmica das marés fortes e as correntes marítimas características da estação acabam empurrando animais debilitados ou carcaças em direção à praia.
Os especialistas reforçam a recomendação para que moradores e banhistas não toquem, alimentem nem tentem devolver animais marinhos para o mar, estejam eles com vida ou já mortos. Ao avistar qualquer espécie na areia, o procedimento correto é acionar imediatamente as equipes de resgate técnico para o manejo adequado. Se o animal estiver vivo, deve-se manter uma distância segura, reduzir ruídos ao redor e manter animais domésticos afastados para evitar estresse.