São Paulo lidera o ranking de notificações no país; disputas para deputado estadual e federal concentram a maioria dos casos
Redação Publicado em 25/08/2026, às 13h01
O volume de denúncias sobre possíveis irregularidades nas campanhas das Eleições Gerais de 2026 registrou um crescimento expressivo nos últimos dias. Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indicam que o aplicativo Pardalcontabilizou 3.468 ocorrências até a manhã de segunda-feira (24), um salto em comparação aos 1.103 registros computados na quarta-feira (19).
O sistema, regulamentado para o pleito deste ano pela Portaria TSE nº 451/2026, serve como canal para que cidadãos apontem violações às regras eleitorais e enviem provas diretamente para análise da Justiça Eleitoral.
Cargos mais denunciados
As campanhas para os legislativos estaduais e federais concentram a maior parte dos apontamentos de irregularidades até o momento:
São Paulo lidera o ranking por Estados
O estado de São Paulo aparece na liderança nacional em volume de notificações recebidas pelo aplicativo, com 613 denúncias. A Bahia ocupa a segunda colocação, somando 309 ocorrências, seguida de perto pelo Rio Grande do Sul, com 301.
Principais motivos de infração
A propaganda em vias públicas é o principal motivo de queixas no Pardal, acumulando 1.200 registros. Em segundo lugar aparecem as irregularidades na internet, com 599 casos.
Entre outros alvos frequentes dos eleitores estão o uso indevido de bens públicos (339 registros), utilização irregular de carros de som ou trios elétricos (330) e propaganda em bens particulares (194). Infrações envolvendo outdoors, panfletagem gráfica e adesivos automotivos também figuram na lista.
Como funciona o aplicativo Pardal
O ecossistema da ferramenta é dividido em três plataformas: o Pardal Móvel (aplicativo gratuito para a população), o Pardal ADM (de uso exclusivo da Justiça Eleitoral para gestão das demandas) e o Pardal Web (página pública com estatísticas dos dados).
Para fazer um registro, o eleitor deve se autenticar via e-Título ou conta Gov.br. O sistema assegura o sigilo da identidade do denunciante e permite anexar fotos, vídeos, áudios e localizações que comprovem a infração, gerando um número de protocolo para acompanhamento do caso.