Conflito começou após unidade escolar proibir que criança realizasse sozinha trajeto entre ponto de ônibus e residência
Redação Publicado em 11/05/2026, às 08h51
Um episódio de violência chocou a comunidade escolar de Mongaguá na última sexta-feira (08). A diretora da EMEF Minol Ivata foi agredida fisicamente pela mãe de um aluno dentro da unidade de ensino. O conflito teve início após a escola aplicar as normas de segurança do transporte escolar, impedindo que o estudante fizesse sozinho o caminho entre o ponto de desembarque e sua casa, visando proteger a integridade da criança.
Inconformada com a decisão da diretoria, a mulher invadiu o prédio escolar pelo portão de acesso restrito aos professores. Já no interior da unidade, ela passou a agir de forma agressiva e partiu para a agressão física contra a gestora. A situação só não tomou proporções maiores porque a vice-diretora e uma professora intervieram para conter a agressora, que parecia estar em surto emocional, e proteger os demais alunos que presenciavam a cena.
O que diz a lei municipal
A Prefeitura de Mongaguá agiu rápido e esclareceu que a conduta da diretora foi pautada estritamente na legislação vigente. De acordo com os Decretos Municipais nº 7.679/2023 e nº 7.629/2023, é obrigação legal dos pais ou responsáveis acompanhar os filhos até o embarque e estar presente no ponto de ônibus no momento exato do desembarque. A lei existe para evitar que menores fiquem expostos a riscos nas vias públicas, e o descumprimento pode ser caracterizado como omissão dos responsáveis.
Representantes da Secretaria de Educação e a Polícia Militar foram acionados para registrar o boletim de ocorrência e garantir a ordem no local. Após o susto, as profissionais agredidas receberam acolhimento emocional. A administração municipal reforçou que a segurança da criança é prioridade e que os protocolos de entrega dos alunos não serão flexibilizados, independentemente de pressões externas.
Nota de repúdio e acolhimento
Em nota oficial, a Secretaria de Educação lamentou profundamente o ocorrido e prestou total solidariedade aos servidores da rede municipal. O texto reafirma que o ambiente escolar deve ser pautado pelo diálogo e pelo respeito, e que nenhuma forma de intimidação contra profissionais da educação será tolerada.
A prefeitura destacou ainda que está acompanhando os desdobramentos jurídicos do caso para garantir que as medidas cabíveis sejam tomadas contra a agressora. O objetivo é assegurar que o ambiente de trabalho dos professores e diretores continue sendo um local seguro, focado no aprendizado e na proteção integral dos estudantes de Mongaguá.