Clima e Emergência

Drone revela extensão dos alagamentos em Peruíbe; quase 500 moradores deixam suas casas

Município do Litoral Sul enfrenta ruas submersas, suspensão de aulas e operação de resgate com apoio estadual após novos temporais.

Vista aérea mostra ruas completamente tomadas pela água em Peruíbe; município mantém operação de emergência para atender famílias afetadas pelas chuvas - Imagem: Abner Reis/TV Tribuna

Redação Publicado em 27/02/2026, às 16h01

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Imagens aéreas registradas nesta sexta-feira (27) escancaram a dimensão dos estragos provocados pelas chuvas em Peruíbe. Mesmo sem precipitação no momento das gravações, grandes áreas urbanas permanecem tomadas pela água, que cobre ruas, invade imóveis e transforma bairros inteiros em verdadeiras ilhas.

O município contabiliza 481 pessoas fora de casa. A maioria está acolhida em quatro abrigos municipais, enquanto outras famílias buscaram refúgio com parentes. Diante do cenário, a prefeitura declarou situação de emergência e mantém a cidade em estado de alerta.

Os volumes de chuva voltaram a subir entre quarta (25) e quinta-feira (26), após um breve período de estabilidade. Em diferentes pontos da cidade, os índices pluviométricos chegaram a ultrapassar 70 milímetros em 24 horas, dificultando o escoamento e mantendo o nível da água elevado.

Um centro de comando foi instalado no bairro Caraguava, reunindo equipes do Corpo de Bombeiros, Defesa Civil do Estado de São Paulo e da Polícia Militar Ambiental. Com o uso de botes, os agentes percorrem áreas alagadas para prestar assistência e orientar moradores. Em alguns casos, famílias optaram por permanecer nas residências por receio de furtos.

Além dos impactos diretos nas moradias, as aulas da rede municipal foram suspensas como medida preventiva. A administração também intensificou a distribuição de refeições, kits de higiene e apoio social às famílias afetadas.

Os reflexos das chuvas se espalham pela região. Em Mongaguá, dezenas de pessoas foram encaminhadas para abrigo após o transbordamento de rios, enquanto em Itanhaém há registros de desalojados e diversos pontos de alagamento.

O governo estadual enviou mantimentos, colchões, água e itens de primeira necessidade para reforçar a assistência humanitária. As prefeituras seguem recebendo doações por meio dos Fundos Sociais de Solidariedade.

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