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Servidores de Praia Grande protestam pela segunda vez por reajuste salarial

Primeira paralisação ocorreu na última sexta-feira (21), na Avenida Ayrton Senna da Silva, na entrada da cidade

A greve, que ocorreu em frente ao Paço Municipal, busca um aumento de 14,37% e retroativo para os três primeiros meses do ano, mas a prefeitura ainda não apresentou propostas - Imagem: Hamilton Xavier/Sindicato dos Trabalhadores Municipais da Estância Balneária de Praia Grande

Karina Faleiros Publicado em 24/03/2025, às 12h47

Os servidores públicos municipais de Praia Grande se reuniram na manhã desta segunda-feira (24) novamente para reinvindicar reajuste salarial e outras melhorias nas condições de trabalho, como plano de carreira, políticas contra o assédio e negociação do auxílio-alimentação.

A greve ocorreu em frente ao Paço Municipal, às 7h. Segundo o vice-presidente do sindicato, Hamilton da Costa Xavier, um dos principais pleitos da categoria é que a prefeitura conceda reajuste salarial de 14,37% aos servidores a partir de janeiro, ou seja, a categoria quer receber o retroativo referente aos três primeiros meses do ano.

Uma primeira paralisação ocorreu na última sexta-feira (21), na Avenida Ayrton Senna da Silva, na entrada da cidade. Sem resolução, desta vez os trabalhadores se reuniram em frente à prefeitura, na Avenida Presidente Kennedy.

De acordo com o g1, Xavier relatou que a prefeitura "não tem propostas por enquanto" e que não há previsão de término da paralisação. A equipe de reportagem entrou em contato com a administração municipal para mais informações e aguarda retorno.

Na semana retrasada, os trabalhadores fizeram um ato em frente ao Paço Municipal e, depois, ficou acordado que a prefeitura analisaria os requerimentos e daria um retorno.

Porém, na última segunda-feira (17), o município enviou ao sindicato um ofício que não agradou. No documento, a administração municipal apontou que os estudos realizados pelo governo se mostraram inconclusivos, mesmo após inúmeras simulações, não transmitindo "uma proposta que atenda a legislação e seja factível para execução orçamentária no presente exercício e nos dois subsequentes".

Portanto, a presidência do sindicato divulgou por meio das redes sociais que a prefeitura não pretendia fazer um reajuste em 2025 e nos próximos anos, o que o município negou.

Em nota, a administração municipal explica que "em momento nenhum informou que não haverá reajuste este ano e nem nos próximos anos. Está havendo uma interpretação errada do documento encaminhado para o Sindicato e propagada em redes sociais".

A prefeitura recorreu à Justiça e o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) determinou que o percentual de 70% dos servidores continuasse em atividade durante a greve.

A administração municipal informou que o último aumento concedido aos servidores foi em abril de 2024, ou seja, há menos de um ano. Dessa maneira, informou que ainda é necessário aguardar o próximo mês de abril para que “tenha um cenário mais certeiro para poder ter uma melhor definição”.

Os servidores batalham por:

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