Ano de 2026 será focado em licenciamento e projetos executivos; canteiros de obras e dragagem começam em 2027.
Redação Publicado em 14/07/2026, às 09h25
A Secretaria de Parcerias em Investimentos do Estado de São Paulo (SPI) formalizou o Termo de Transferência Inicial do Sistema de Interligação Santos–Guarujá. O procedimento, que cumpre o cronograma oficial do empreendimento, transfere oficialmente para a iniciativa privada a responsabilidade pelas áreas e atividades necessárias para viabilizar a construção e a futura operação do túnel imerso.
A TSG Concessionária, que assinou o contrato de concessão em janeiro deste ano, vinha atuando na elaboração de projetos e estudos preliminares. Com a assinatura deste termo, a empresa passa a responder diretamente pelas frentes de construção, operação, manutenção e investimentos no sistema que interligará as duas cidades da Baixada Santista.
Cronograma de implantação do túnel (2026–2031)
O cronograma do megaprojeto foi detalhado e prevê etapas anuais bem definidas até a entrega da obra:
2026: Dedicado integralmente ao desenvolvimento dos projetos funcional e executivo, realização de estudos técnicos complementares, desapropriações/tratativas de áreas e obtenção de licenciamentos ambientais;
2027: Início dos trabalhos em campo com a montagem dos canteiros de obras, construção da doca seca e dragagens preliminares no canal portuário;
2028: Fase de fabricação dos elementos de concreto pré-moldados que formarão o corpo do túnel;
2029: Processo de imersão e montagem das estruturas de concreto sob o leito do canal;
2030: Realização de acabamentos civis, instalação de sistemas de segurança e ventilação, além dos testes operacionais integrados;
2031: Inauguração oficial e início da operação comercial da ligação seca.
Detalhes técnicos e investimento
O projeto do túnel imerso foi planejado para modernizar a mobilidade regional e não interferir no tráfego de grandes navios que acessam o Porto de Santos. Os principais dados técnicos são:
Extensão total: Aproximadamente 1,5 quilômetro de ligação de cabeceira a cabeceira;
Trecho imerso: Cerca de 870 metros de estrutura sob o fundo do canal de navegação;
Capacidade viária: Três faixas de rolamento por sentido (sendo uma delas adaptável para o traçado do Veículo Leve sobre Trilhos - VLT);
Mobilidade ativa: Passagem segregada e segura para pedestres e ciclistas, além de uma galeria interna de serviços;
Aporte financeiro: O investimento total estimado para o projeto é de R$ 6,8 bilhões, valor que engloba a construção dos acessos viários nas duas margens, sistemas de tecnologia operacional e a manutenção de longo prazo durante o período de concessão.