Falta de infraestrutura adequada no terminal atual gera reclamações sobre exposição ao sol e à chuva
Redação Publicado em 06/05/2026, às 16h20
A situação da mobilidade urbana em São Vicente ganha contornos de urgência com as constantes reclamações de passageiros que utilizam o terminal provisório da cidade. O projeto da nova rodoviária acumula um atraso de aproximadamente dois anos e oito meses, obrigando os usuários a enfrentarem condições precárias enquanto aguardam a conclusão das obras na Praça Bernardino de Campos.
Quem depende do transporte intermunicipal relata um cenário de abandono. Sem cobertura adequada, os passageiros ficam expostos ao sol e à chuva. Além disso, a falta de banheiros estruturados e as calçadas inadequadas para o transporte de malas são as principais queixas.
Outro problema grave é a localização. Como o terminal é provisório, muitas plataformas de mapas digitais e aplicativos de transporte ainda direcionam os motoristas para o antigo endereço, no Centro de Convenções
O projeto e o novo prazo
A nova rodoviária de São Vicente está orçada em cerca de R$ 6 milhões e promete mudar o atendimento ao turista e ao morador. O projeto inclui lojas, lanchonetes, sanitários modernos, paradas de ônibus cobertas e uma base da Guarda Civil Municipal (GCM) para garantir a segurança.
Segundo a administração municipal, o atraso foi agravado por uma paralisação de cinco meses devido a uma disputa judicial sobre possíveis impactos ao patrimônio público. Após análise do Ministério Público e da Justiça, que não identificaram danos, a obra foi liberada. Atualmente, os trabalhos estão na fase de acabamento, com a instalação de revestimentos e coberturas. A nova previsão de entrega é para julho deste ano.