Município amplia ações para aumentar cobertura vacinal em 2026 e alerta para a importância da segunda dose.
Ana Beatriz Publicado em 06/01/2026, às 09h02
A vacinação para todos os públicos voltou a ser realizada nas policlínicas de Santos, no litoral de São Paulo, com reforço especial na campanha contra a dengue. A retomada integra o plano da Secretaria Municipal de Saúde para ampliar a cobertura vacinal em 2026 e reduzir os riscos da doença na cidade.
Em 2025, Santos aplicou 12.555 doses da primeira vacinação contra a dengue, alcançando 57,40% da população-alvo, formada por adolescentes de 10 a 14 anos. Já a segunda dose foi aplicada em 7.410 pessoas, o que corresponde a 63,73% da população elegível — aqueles que haviam tomado a primeira dose há 90 dias ou mais.
Considerando o esquema completo, a cobertura ficou em 33,88%, já que 4.217 moradores não retornaram para a segunda aplicação. Diante do cenário, a Secretaria de Saúde intensificou as ações de divulgação e conscientização, uma vez que a meta nacional é atingir 90% de cobertura com as duas doses.
“Dengue mata e a vacina salva vidas. O esquema vacinal só se completa com as duas doses. Reforçamos o pedido para que os responsáveis pelos menores de 10 a 14 anos procurem as unidades de saúde. No combate à dengue, todos precisam fazer sua parte, seja eliminando criadouros em casa ou garantindo a imunização completa”, afirmou o secretário de Saúde, Fábio Lopez.
Quando e onde vacinar
As policlínicas de Santos funcionam de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h. A relação completa de unidades, horários e vacinas disponíveis pode ser consultada nos canais oficiais da Prefeitura.
Além da campanha contra a dengue, a retomada da vacinação também tem garantido a atualização do calendário nacional vacinal para bebês e crianças. A confeiteira Natália de Lima Barbosa levou a filha Betina, de 4 meses, à Policlínica da Ponta da Praia para receber vacinas como rotavírus, poliomielite, pneumocócica e pentavalente. “É doloroso para a gente, que é mãe, acompanhar esse momento, mas é de extrema importância”, disse.
O marinheiro Felipe de Andrade Izidoro da Silva, pai de Miguel, também de 4 meses, reforçou a importância da imunização: “O mais importante é manter as nossas crianças protegidas”.