Suspeito foi preso em flagrante e responderá por crimes de injúria, ameaça e lesão corporal contra menor pela Lei Maria da Penha
Redação Publicado em 28/07/2026, às 09h55
Um homem foi preso em flagrante pela Guarda Civil Municipal (GCM) de Mongaguá após ameaçar sua companheira e agredir fisicamente um menino de 8 anos de idade. O caso de violência doméstica ocorreu no centro do município e mobilizou tanto as forças de segurança quanto os órgãos integrantes da rede municipal de proteção social e de assistência às vítimas.
Conforme as informações prestadas pela Prefeitura de Mongaguá, a intervenção teve início durante um patrulhamento preventivo de rotina promovido por uma equipe da GCM na área comercial do calçadão localizado na Rua Jacob Koukdjian. Na ocasião, populares e comerciantes da região abordaram a viatura para denunciar que um casal protagonizava uma intensa discussão em plena via pública.
Perseguição e agressão contra a criança
Ao se aproximarem da cena, os guardas municipais flagraram o suspeito em estado de exaltação, proferindo ofensas e ameaças verbais diretas contra a mulher. Na tentativa de cessar o conflito e proteger o filho, a mulher buscou afastar-se do local caminhando com a criança, mas acabou sendo perseguida pelo indivíduo ao longo da via pública.
O homem conseguiu alcançar a vítima e segurou com violência o braço do menino de 8 anos, puxando-o bruscamente. O impacto causou lesões físicas na criança, que posteriormente foram devidamente constatadas em atendimento médico especializado. Diante da agressão iminente, os agentes municipais intervieram de forma imediata, contiveram o agressor e deram voz de prisão em flagrante no próprio local.
Enquadramento legal e suporte assistencial às vítimas
O detido foi conduzido à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Mongaguá, onde a autoridade policial ratificou a prisão em flagrante. O suspeito responderá pelos crimes de injúria e ameaça no âmbito da Lei Maria da Penha, além de lesão corporal contra menor no contexto doméstico, conforme preceitua a Lei Henry Borel.
A Justiça concedeu medidas protetivas de urgência para garantir a integridade física da mãe e do filho. Paralelamente, a GCM acionou o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) para prestar todo o suporte psicológico e social necessário às vítimas.