Decisão judicial aponta tentativa de homicídio qualificada por motivo fútil e meio cruel; réu está preso desde julho do ano passado

Redação Publicado em 11/09/2026, às 10h20
O fisiculturista Pedro Camilo Garcia Castro irá a júri popular pela tentativa de homicídio contra a sua então namorada, Samira, em uma decisão proferida pela Justiça de São Paulo. Preso preventivamente desde julho do ano passado, quando o crime ocorreu, o réu responderá por tentativa de homicídio qualificada por motivo fútil, emprego de meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima.
A sentença de pronúncia, assinada pela juíza Luiza Torggler Silva e publicada na última terça-feira (8), aponta que há indícios sólidos de que o agressor agiu com animus necandi (intenção de matar). Em maio deste ano, a Justiça já havia negado um pedido da defesa para a realização de um exame de insanidade mental. Os advogados sustentavam que o atleta teria a saúde mental debilitada pelo uso excessivo de anabolizantes, substâncias controladas e quadros de bulimia nervosa.
Relembre o caso
A brutal agressão aconteceu no dia 14 de julho, data em que a vítima celebrava seu aniversário, no interior de um apartamento alugado por aplicativo (Airbnb) no bairro de Moema, na Zona Sul da capital paulista. Durante o episódio de violência extrema, a vítima sofreu fratura no crânio, lesões severas na face e perdeu cerca de metade da visão de um dos olhos. A intensidade dos golpes foi tamanha que o próprio agressor fraturou ossos da mão ao desferir os ataques.
O crime foi interrompido apenas quando um vizinho, ao escutar os pedidos de socorro, acionou imediatamente a Polícia Militar. Após o espancamento, Pedro fugiu do local e seguiu em direção à Baixada Santista. Horas depois, por volta das 9h30, seu veículo — um Honda Fit prata — foi interceptado e monitorado por policiais militares na Avenida Presidente Wilson, no sentido Ponta da Praia, em Santos.
Abordado com lesões evidentes nas mãos e nos punhos compatíveis com as agressões, o fisiculturista acabou confessando aos policiais que espancou a companheira após verificar mensagens e fotos íntimas enviadas por ela a outro homem em seu aparelho celular. Desde a prisão em flagrante na região litorânea, ele permanece recluso aguardando o desdobramento do processo no Tribunal do Júri.
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