Registro policial destaca que sensor do cofre foi o principal item levado; Diocese ainda não se manifestou
Redação Publicado em 12/05/2026, às 09h11
Câmeras de segurança registraram o momento em que um homem invadiu e furtou a Paróquia São João Batista, em Peruíbe, na tarde do último domingo (10). As imagens do circuito interno de monitoramento mostram o suspeito aguardando estrategicamente a saída de um fiel para, aproveitando o vazio no templo, revirar diversas dependências da igreja em busca de objetos de valor. O crime ocorreu em plena luz do dia, evidenciando a ousadia do invasor diante do patrimônio religioso local.
De acordo com o boletim de ocorrência formalizado pelas autoridades, desta vez o criminoso subtraiu apenas o sensor de presença do sistema de alarme do cofre da paróquia. No entanto, o registro policial aponta um histórico preocupante: o autor seria um homem em situação de rua já conhecido na região central de Peruíbe por outras invasões ao mesmo local. Em episódios anteriores, o suspeito teria causado danos consideráveis ao patrimônio, chegando a arrancar fiações elétricas das paredes e furtar equipamentos da igreja.
Investigação e identificação
A Polícia Civil de Peruíbe já teve acesso às imagens e trabalha na localização do suspeito, que utilizava um casaco preto e calça jeans no momento da ação. A identificação visual facilitada pelo sistema de monitoramento é considerada uma peça-chave para a detenção do indivíduo, que costuma circular pelas proximidades da paróquia. A recorrência dos ataques ao templo tem gerado insegurança entre os frequentadores e funcionários da unidade religiosa.
A Secretaria de Segurança Pública (SSP) e a Diocese de Santos foram procuradas para comentar o aumento das ocorrências de vandalismo e furto em templos da Baixada Santista, mas ainda não houve um posicionamento oficial sobre o caso específico da São João Batista até o fechamento desta reportagem. A polícia reforça a importância de que qualquer informação sobre o paradeiro do suspeito seja comunicada via denúncia anônima para auxiliar na interrupção desta sequência de delitos.
Vulnerabilidade do patrimônio religioso
O caso em Peruíbe reacende o debate sobre a vulnerabilidade de igrejas e templos, que muitas vezes permanecem de portas abertas para acolhimento e acabam se tornando alvos fáceis para furtos de oportunidade. O prejuízo acumulado com a reposição de fiação e reparos estruturais em invasões anteriores pesa no orçamento da paróquia, que depende de doações da comunidade para manter suas atividades sociais e de manutenção.
As autoridades locais estudam intensificar o patrulhamento preventivo na área central, especialmente em horários de menor fluxo, para evitar que novos ataques ocorram. Moradores e comerciantes do entorno também relatam preocupação com a presença de indivíduos que utilizam a vulnerabilidade social como pretexto para cometer pequenos delitos, prejudicando o convívio e a conservação de prédios históricos e religiosos da cidade.