Vítimas afirmam terem sido agredidas com socos e chutes após discussão; balada diz que clientes quebraram vidros da fachada

Redação Publicado em 12/05/2026, às 10h10
Um caso de violência em uma casa noturna de Registro, no Vale do Ribeira, ganhou repercussão nesta semana após duas irmãs denunciarem terem sido agredidas por quatro seguranças do estabelecimento. O episódio ocorreu na madrugada do último sábado (9), na balada Bulls, e a ocorrência foi registrada oficialmente na Delegacia de Cajati como lesão corporal.
De acordo com as vítimas, a confusão teria começado por um motivo fútil: um cliente derramou bebida nas costas de uma delas, desencadeando uma discussão que culminou em agressões físicas por parte dos funcionários da casa.
Claudiele Aparecida Satti, de 22 anos, e sua irmã, de 31, relataram à Polícia Civil que foram cercadas por dois seguranças homens e duas mulheres. Segundo os depoimentos, os profissionais agiram com extrema violência, desferindo socos, chutes e puxões de cabelo.
As vítimas afirmam que foram tratadas "igual cachorro" e expulsas à força do local, o que as impediu de recolher pertences pessoais, como bolsas, documentos, dinheiro e maquiagens. Imagens registradas pelo celular de uma das irmãs, que teve a tela quebrada durante o tumulto, mostram parte da ação dos seguranças e o cenário de desordem dentro da boate.
Versões
Em nota oficial, a direção da balada Bulls apresentou uma versão distinta dos fatos. O estabelecimento alega que as clientes já estavam envolvidas em conflitos no banheiro feminino e com outros frequentadores ao longo da noite. A casa afirma que, ao solicitar que as mulheres se retirassem, houve resistência e reação física contra as colaboradoras da segurança, que teriam sido empurradas.
A nota da Bulls ainda descreve cenas de vandalismo após a expulsão das irmãs. Segundo a gerência, as mulheres teriam desferido socos contra a fachada da boate, resultando na quebra de cinco vidros, além de atingirem veículos estacionados nos arredores. A empresa informou que registrou um boletim de ocorrência para resguardar o estabelecimento e que sua equipe é treinada para seguir protocolos que priorizam a integridade dos clientes, não compactuando com a violência.
Investigação
A Polícia Civil agora analisa as imagens do circuito interno da boate e os vídeos gravados pelas vítimas para apurar se houve excesso no uso da força por parte da equipe de segurança. O caso levanta novamente o debate sobre o treinamento de profissionais que atuam no setor de eventos e a responsabilidade das casas noturnas na mediação de conflitos entre clientes, visando evitar que discussões banais terminem em casos graves de polícia.
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