A checagem do chassi revelou a verdadeira identidade do automóvel, levando à prisão do motorista
Redação Publicado em 21/01/2026, às 09h48
O que parecia ser apenas mais uma verificação de documentos comum em uma blitz de trânsito acabou revelando um crime de adulteração de veículos nesta semana. Uma fiscalização de rotina realizada no bairro Jardim Brasil, em Peruíbe, resultou na prisão de um homem que dirigia um carro com placas falsas. A ação aconteceu na última segunda-feira (19) e foi conduzida por uma equipe da Operação Verão, ligada à 3ª Companhia do 29º Batalhão de Polícia Militar do Interior.
Tudo começou quando os policiais, que estavam posicionados estrategicamente para fiscalizar o fluxo de veículos no bairro, deram ordem de parada a um automóvel. O motorista obedeceu, mas o nervosismo ou a simples conferência dos dados entregou que algo estava errado. À primeira vista, o carro parecia regular, mas a experiência dos agentes falou mais alto e eles decidiram fazer uma vistoria mais detalhada nos sinais identificadores do veículo.
A mentira da placa
O "pulo do gato" da investigação ali mesmo na rua foi a checagem do chassi (a numeração única gravada na estrutura do carro). Ao consultarem os dados via rádio com o COPOM (a central da polícia), os militares descobriram a farsa: a placa que estava pendurada no para-choque pertencia, na verdade, a outro automóvel completamente diferente.
A numeração do chassi revelou a verdadeira identidade do carro e trouxe à tona o histórico recente do veículo. O sistema apontou que aquele automóvel havia sido furtado na cidade vizinha, Itanhaém, no dia anterior, domingo (18). Ou seja, em menos de 24 horas, o carro já estava rodando em outra cidade com a identificação trocada, uma prática conhecida como "clonagem" para tentar enganar a polícia e dificultar a localização.
Diante das evidências técnicas que não deixavam margem para dúvidas, o motorista não teve como explicar a situação. Ele recebeu voz de prisão em flagrante e foi levado para a Delegacia de Polícia. O caso foi registrado e o homem agora vai responder por dois crimes pesados: receptação (por estar com um bem roubado) e adulteração de sinal identificador de veículo automotor. Ele permanece preso na carceragem, à disposição da Justiça, enquanto o carro deve ser devolvido ao verdadeiro dono.