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Polícia

Comerciante de 69 anos sofre infarto fatal ao perseguir criminoso após tentativa de roubo no litoral

Vítima conversava com o filho em frente à própria loja quando criminoso tentou arrancar o aparelho, comerciante infartou durante a perseguição

Enfermeira tentou reanimá-lo na calçada, mas ele não resistiu - Imagem: Reprodução

Redação Publicado em 23/10/2026, às 10h30

Uma tentativa de assalto banal pelas ruas do bairro Guilhermina, em Praia Grande, terminou de forma trágica no último sábado (17). Após quase ter o celular arrancado das mãos por um criminoso de bicicleta, o comerciante José Aparecido dos Santos, de 69 anos, sofreu um infarto fulminante enquanto perseguia o suspeito e não resistiu. O caso, registrado em vídeo por câmeras de segurança locais, escancara as consequências fatais e imprevisíveis da criminalidade cotidiana no litoral paulista.

A ocorrência se desenrolou na Rua Honduras, exatamente em frente à loja da vítima. José conversava com um de seus filhos pelo aparelho quando foi surpreendido pela aproximação rápida do assaltante, que tentou puxar o celular. Indignado com a investida, o comerciante embarcou no banco do passageiro de um carro dirigido por um de seus funcionários e iniciou uma perseguição ao invasor. A caçada durou cerca de três quarteirões, até que o estresse extremo paralisou a ação: José passou mal e desmaiou dentro do veículo.

O motorista interrompeu a busca imediatamente para buscar socorro. Uma pedestre que caminhava pela calçada identificou-se como enfermeira e assumiu as manobras de primeiros socorros até a chegada da ambulância. Apesar do resgate, o idoso faleceu, deixando a esposa e sete filhos. A perda repentina cancelou os planos da família, que já se mobilizava para organizar a festa de 70 anos do patriarca.

Em um desabafo emocionante nas redes sociais, a viúva lamentou o rastro de destruição deixado pelo assaltante, que conseguiu fugir. Inconformada com a banalidade do motivo que levou à tragédia familiar, ela resumiu a dor de um luto sem encerramento: "Talvez quem fez isso nem saiba o que aconteceu em seguida. Para quem assaltou, pode ter sido apenas mais um roubo. Para nós, foi uma despedida sem abraço, sem uma última conversa, sem a chance de dizer adeus".

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