Após a perseguição e confronto armado, criminosos atacaram base policial; policiamento foi reforçado no bairro Santa Rosa
Redação Publicado em 14/08/2026, às 11h46
Um jovem de 24 anos morreu após ser baleado durante um confronto armado com a Polícia Militar na noite desta quinta-feira (13), no bairro Santa Rosa, em Guarujá. De acordo com informações da corporação, equipes da PM realizavam diligências para averiguar denúncias de que criminosos estariam instalando barricadas para bloquear vias públicas quando foram surpreendidas por indivíduos armados na comunidade.
Os policiais foram recebidos a tiros e revidaram à agressão, iniciando uma perseguição em direção a uma área de manguezal, onde novos disparos foram efetuados pelos suspeitos em fuga. Após o término do tiroteio, os agentes fizeram buscas pela vegetação e localizaram um dos indivíduos gravemente ferido às margens de um canal. Em razão das dificuldades de acesso ao terreno alagado, o Corpo de Bombeiros foi acionado e utilizou uma embarcação tática para realizar o resgate da vítima.
Resgate no manguezal, ataque à base ambiental e reforço policial
Durante o resgate, os socorristas constataram que o homem havia entrado em parada cardiorrespiratória. Foram realizadas manobras de reanimação cardiopulmonar pelas equipes do Corpo de Bombeiros e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) durante o transporte emergencial até o Hospital Santo Amaro. Apesar dos esforços das equipes médicas na unidade de saúde, o jovem não resistiu aos ferimentos e teve o óbito confirmado. No local do tiroteio, os policiais apreenderam um rádio comunicador.
Pouco tempo após o confronto, enquanto a ocorrência era registrada na Delegacia Sede de Guarujá, a sede da 1ª Companhia da Polícia Militar Ambiental, situada nas imediações, foi alvo de um ataque armado. Criminosos dispararam diversas rajadas de fuzil contra a fachada do prédio, ação registrada por câmeras de segurança.
Diante dos episódios de violência, o comando da PM determinou o reforço das tropas no bairro Santa Rosa por tempo indeterminado e instaurou um Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar os fatos e identificar os atiradores.