Caso ocorreu nesta quarta (30). Populares tentaram agredir o suspeito, mas vítima e mãe deixaram o local antes da chegada da PM
Redação Publicado em 01/10/2026, às 13h12
Uma tarde de trabalho infantil nas ruas da Baixada Santista terminou em revolta generalizada e forte tensão na cidade de Praia Grande. Na última quarta-feira (30), uma criança de aproximadamente 12 anos foi alvo de importunação sexual enquanto tentava vender panos de prato nas imediações de uma agência da Caixa Econômica Federal no município. O episódio mobilizou equipes de segurança e quase resultou em linchamento.
Abordagem criminosa e revolta popular
De acordo com as informações divulgadas pelas autoridades policiais, a guarnição da Polícia Militar foi acionada com urgência após receber chamados sobre uma grave ocorrência de importunação sexual em via pública. O autor do ato seria um homem em situação de rua que, segundo testemunhas no local, aparentava estar sob efeito de álcool ou substâncias entorpecentes quando abordou a menor.
A gravidade da atitude criminosa contra uma criança gerou revolta imediata entre pedestres, clientes e comerciantes da região. Antes mesmo da chegada das viaturas policiais, populares enfurecidos cercaram o suspeito e tentaram agredi-lo fisicamente em retaliação ao ato cometido.
Ausência das partes e orientações legais
Quando as equipes da Polícia Militar conseguiram romper o tumulto e controlar a situação no endereço, o cenário já havia se modificado. A criança e sua mãe não foram encontradas no local, pois teriam deixado a área antes da chegada da guarnição devido ao susto e à confusão generalizada gerada pela tentativa de agressão ao suspeito.
Diante da ausência da vítima e de seu responsável legal para a formalização do flagrante direto — e sem que houvesse elementos para manter uma detenção imediata nas circunstâncias em que o cenário foi encontrado —, os policiais militares adotaram os protocolos de praxe, registraram a ocorrência e orientaram os presentes. O homem apontado como autor foi liberado no próprio local. As autoridades reforçam a importância de que casos semelhantes sejam imediatamente comunicados às redes de proteção à infância e à Polícia Civil para que investigações aprofundadas possam ser conduzidas.