Irmão de 21 anos, que possui deficiência intelectual, atacou a criança no quintal e está desaparecido após o registro do crime
Redação Publicado em 29/09/2026, às 08h12
Um crime brutal e de proporções trágicas chocou os moradores de Praia Grande, no litoral paulista. Uma menina de apenas dois anos de idade foi assassinada a marteladas pelo próprio irmão, de 21 anos, enquanto brincava no quintal de casa. O caso, registrado oficialmente na segunda-feira (28) pela Polícia Civil, ocorreu na Vila São Jorge e desencadeou uma complexa investigação, uma vez que o autor do crime, que possui deficiência intelectual, encontra-se desaparecido e pode ter sido alvo de retaliações logo após o ataque.
A dinâmica da tragédia
De acordo com as informações detalhadas no boletim de ocorrência lavrado pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) da cidade, a tragédia ocorreu durante um breve momento de ausência da mãe, que havia saído e deixado os dois filhos sozinhos na residência. A criança brincava com uma mangueira de água nas dependências do imóvel quando o irmão mais velho, apresentando um comportamento subitamente alterado, desferiu os golpes fatais utilizando um martelo. As motivações exatas que engatilharam a agressão extrema ainda estão sendo apuradas pelos investigadores.
Desesperados com o cenário, familiares e vizinhos agiram rápido e prestaram os primeiros socorros. A menina foi levada às pressas para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Quietude. Diante da natureza dos ferimentos, a Guarda Civil Municipal (GCM) foi acionada pela equipe médica assim que a vítima deu entrada na unidade. Apesar de todos os esforços dos profissionais de saúde, a criança não resistiu às graves lesões e teve o óbito confirmado. O caso foi formalmente tipificado pela autoridade policial como feminicídio e homicídio qualificado contra menor de 14 anos.
Fuga, agressão e desaparecimento
O desdobramento da ocorrência traz contornos ainda mais tensos para a apuração policial. Segundo a Polícia Militar, logo após cometer o crime, o jovem fugiu do imóvel. No entanto, durante o atendimento inicial, as forças de segurança receberam a informação de que o suspeito teria sido interceptado na rua, violentamente agredido e levado à força do local por um grupo de pessoas desconhecidas.
Até a emissão do boletim de ocorrência, o paradeiro do rapaz permanecia desconhecido, e as viaturas seguiam em diligências contínuas na tentativa de localizá-lo e esclarecer o que de fato aconteceu após a sua fuga.
Perícia e apoio psicológico à família
Para embasar o inquérito policial, a corporação requisitou a presença de um perito criminal e de um fotógrafo técnico-pericial na casa onde o assassinato ocorreu, buscando recolher vestígios essenciais para a reconstrução oficial da dinâmica do ataque. O corpo da criança foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para a realização do exame necroscópico, que atestará a causa exata da morte.
Completamente em estado de choque e sob forte abalo psicológico com a perda da filha, a mãe não teve condições de prestar depoimento imediato aos delegados e precisou ser acolhida e encaminhada para o acompanhamento dos profissionais do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS).