Operação

Criminosos atiram contra força-tarefa em morro do Guarujá para impedir derrubada de casas

Dois homens que ameaçaram a equipe foram presos após a conclusão dos trabalhos; não houve feridos

- Foto: Divulgação/ Polícia Militar

Redação Publicado em 07/07/2026, às 07h41

Uma operação de combate a construções irregulares foi alvo de um ataque armado nesta segunda-feira (6), no Morro do Engenho, em Guarujá. Durante uma força-tarefa voltada à preservação ambiental, equipes da Polícia Militar e da Guarda Civil Municipal (GCM) foram surpreendidas por disparos efetuados por suspeitos escondidos na mata. Apesar da gravidade da situação, não houve feridos.

A ação visava a demolição de estruturas erguidas ilegalmente em uma área de proteção ambiental, que impediam a regeneração natural da vegetação local. O clima de tensão começou ainda durante o trabalho de campo, quando dois homens, que acompanhavam a derrubada de uma das construções, proferiram ameaças diretas contra os agentes públicos.

Tática de proteção à comunidade

Poucos minutos após as ameaças, criminosos que estavam posicionados na mata densa que circunda o morro abriram fogo contra a equipe. Seguindo protocolos rigorosos de segurança e priorizando a preservação da vida, os policiais optaram por não revidar o ataque. A decisão foi estratégica: devido à proximidade de residências e à densidade da vegetação, qualquer resposta armada poderia colocar em risco a integridade física dos moradores da região.

Após o recuo tático para garantir a segurança no perímetro, as equipes retomaram o cronograma da operação e concluíram com sucesso a demolição de todas as estruturas irregulares previstas no plano de ação.

Desfecho e prisões

Ao final da operação, que contou com o suporte da Prefeitura de Guarujá, da Força-Tarefa e da Atividade Delegada, os agentes intensificaram as buscas pelos responsáveis pelas ameaças. Os dois homens que haviam sido identificados no início da demolição foram localizados e detidos. Eles foram encaminhados à delegacia do município, onde um deles já havia sido autuado por infração ambiental. A Polícia Civil agora trabalha para identificar os atiradores que se esconderam na mata e para investigar a origem da resistência armada ao trabalho das autoridades.

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