Entorpecentes foram achados em fiscalização de rotina na quarta (30). Carga de 77 toneladas de café iria para o porto de Barcelona
Redação Publicado em 01/10/2026, às 11h46
Uma nova operação de fiscalização bem-sucedida da Receita Federal resultou em um duro golpe contra o tráfico internacional de drogas no litoral paulista. Na última quarta-feira (30), agentes da Alfândega apreenderam 366 quilos de cocaína ocultos em meio a uma carga comercial no Porto da cidade de Santos, a principal porta de saída para exportações do país. Os entorpecentes tinham como destino final o Porto de Barcelona, na Espanha.
Fiscalização de rotina e contêineres de café
De acordo com as informações divulgadas pelo órgão federal, o flagrante ocorreu durante os trabalhos rotineiros de varredura e gerenciamento de risco realizados pelas equipes alfandegárias no complexo portuário santista. A droga estava estrategicamente dissimulada no interior de uma grande remessa de café, totalizando 77 toneladas do produto que seriam escoadas ao mercado europeu.
A carga exportada encontrava-se dividida e armazenada em quatro contêineres distintos. Durante a conferência minuciosa de um deles, os fiscais identificaram que os tabletes de cocaína pura haviam sido inseridos de forma clandestina no interior de 20 sacas de café, em uma tentativa de burlar os scanners e os cães farejadores das autoridades aduaneiras.
Perícia e investigação federal
Logo após a confirmação da ilicitude e a pesagem do material apreendido, a Polícia Federal (PF) foi acionada para assumir a ocorrência. Os peritos criminais federais compareceram ao terminal portuário para realizar o levantamento técnico da cena, a coleta de vestígios e a perícia dos tabletes de entorpecente.
A investigação criminal agora segue sob a responsabilidade da Polícia Federal, que buscará identificar a rede criminosa por trás do envio, a origem do carregamento de café e os responsáveis pela inserção da droga nos contêineres, prática conhecida no jargão policial como rip-on/rip-off. Até a última atualização do caso, não havia informações oficiais sobre a prisão de suspeitos envolvidos no esquema de exportação ilícita.