Dupla de 18 e 32 anos utilizava equipamentos e um veículo semelhantes aos empregados por técnicos da Vivo para retirar fios de postes; investigação começou após outro furto de 60 metros de cabos.
Redação Publicado em 22/08/2026, às 14h41
Dois homens, de 18 e 32 anos, foram presos em Praia Grande, no litoral de São Paulo, suspeitos de se passarem por técnicos de telefonia para furtar cabos instalados em postes. Segundo a Polícia Civil, a dupla utilizava ferramentas e um veículo semelhantes aos empregados por equipes da Vivo para realizar os furtos sem chamar a atenção de moradores e motoristas.
A investigação começou depois que aproximadamente 60 metros de cabos da empresa foram furtados em 30 de julho, no bairro Quietude. A partir das informações obtidas no caso, os policiais conseguiram identificar os suspeitos e passaram a acompanhar os deslocamentos da dupla.
O flagrante ocorreu na quinta-feira (20), na Rua Olga Coli, no bairro Sítio do Campo. Os investigadores acompanharam a movimentação dos homens e os encontraram durante a retirada da fiação de um poste. Enquanto um deles subia por uma escada para cortar os cabos, o outro auxiliava no recolhimento do material.
Após a abordagem, os suspeitos afirmaram aos policiais que estavam realizando um serviço autorizado para uma empresa de telecomunicações. A versão, porém, foi contestada durante a investigação.
Em contato com a Vivo, os policiais foram informados de que não havia nenhuma ordem de serviço para aquele endereço. A empresa também esclareceu que suas atividades no local estão relacionadas à instalação de internet por fibra óptica, sem qualquer serviço envolvendo a retirada de cabos de cobre.
Durante a ação, foram apreendidos 17 metros de cabeamento, avaliados em aproximadamente R$ 3,4 mil. Também foram recolhidos as ferramentas utilizadas no furto, um telefone celular e o veículo empregado pela dupla.
Os dois homens foram autuados por furto qualificado de fios e cabos e encaminhados à Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Praia Grande, onde permanecem à disposição da Justiça.
O caso chama atenção para uma estratégia que, segundo a investigação, buscava justamente evitar suspeitas durante a ação: a utilização de elementos semelhantes aos de equipes técnicas para dar aparência de serviço regular à retirada da fiação.