Busca na residência confirmou a ligação do suspeito com o tráfico, mas não resultou em prisão por falta de flagrante
Redação Publicado em 06/02/2026, às 09h41
Quem vê um colete balístico logo imagina um policial em serviço ou um vigilante de carro-forte, mas esse equipamento de proteção, infelizmente, também tem parado nas mãos de criminosos para enfrentamentos armados. Foi exatamente um item desse tipo que a Polícia Militar tirou de circulação nesta quarta-feira (4), em Mongaguá. A apreensão aconteceu no bairro Jussara e revelou, mais uma vez, o poder de fogo e a organização de quem vive à margem da lei.
A ação não foi obra do acaso. Uma equipe da Força Tática, tropa especializada do 29º Batalhão (BPM/I) preparada para ocorrências de maior risco, recebeu uma informação privilegiada. A denúncia apontava que um homem, supostamente ligado a uma facção criminosa, estava escondido em uma casa da região guardando armas e coletes. Sabendo do perigo, os policiais montaram uma operação estratégica para cercar o local.
Tentativa de fuga e flagrante
Assim que as viaturas apontaram na rua, o suspeito percebeu que a casa tinha caído. Ele tentou correr para escapar do cerco, mas a agilidade dos policiais foi maior e ele acabou detido antes que conseguisse sumir pelo bairro. Com o homem contido, as equipes entraram no imóvel para verificar a veracidade da denúncia.
Lá dentro, a busca confirmou parte das informações. Os agentes encontraram o colete à prova de balas, um item de uso restrito e controlado. Além da proteção corporal, a cena no interior da residência chamou a atenção: havia dinheiro em espécie espalhado pelos cômodos. Pressionado pela situação, o próprio suspeito admitiu aos policiais que aquelas notas eram fruto da venda de drogas, confirmando seu envolvimento com o tráfico local.
Desfecho na delegacia
Apesar da gravidade dos materiais encontrados e da confissão informal sobre a origem do dinheiro, o desfecho do caso na delegacia frustrou quem esperava uma prisão longa. Todo o material, o colete, o dinheiro e um aparelho celular, foi apreendido e retirado das ruas. O homem foi levado para prestar esclarecimentos oficiais às autoridades policiais.
No entanto, após ser ouvido pelo delegado de plantão, o registro da ocorrência foi tipificado como receptação (provavelmente pela origem ilícita do colete) e apreensão de objetos. Como não houve flagrante direto de venda de drogas no momento ou porte de armas de fogo, o suspeito foi liberado para responder ao inquérito em liberdade, voltando para a rua logo após os trâmites burocráticos.