Suspeito tentou usar fluxo de pedestres para escapar de abordagem na Vila Atlântica
Redação Publicado em 15/05/2026, às 10h53
A Polícia Militar do Estado de São Paulo segue intensificando o cerco contra a criminalidade no litoral sul. Na manhã desta quinta-feira (13), uma equipe da Força Tática do 29º Batalhão de Polícia Militar do Interior (BPM/I) efetuou a prisão de um homem que estava foragido da Justiça. A ação ocorreu no bairro Vila Atlântica, em Mongaguá, e reforça a eficácia do patrulhamento preventivo em áreas residenciais e comerciais da cidade.
Durante o deslocamento pela região, os policiais notaram um comportamento atípico em um indivíduo que caminhava pela via pública. Ao perceber a aproximação da viatura característica da Força Tática, o suspeito demonstrou nervosismo e tentou se misturar rapidamente aos transeuntes, utilizando o fluxo de pedestres como escudo para tentar passar despercebido. A manobra, no entanto, acabou servindo como um sinal de alerta para os agentes, que realizaram a abordagem imediata.
Ficha criminal extensa
Embora a busca pessoal não tenha revelado armas ou drogas, o verdadeiro motivo da tentativa de fuga surgiu na consulta digital. Utilizando o aplicativo "Muralha", ferramenta que permite acesso instantâneo ao Banco Nacional de Monitoramento de Prisões, a equipe constatou que o homem possuía um mandado de prisão em aberto. O histórico criminal era extenso, envolvendo crimes de furto, receptação e adulteração de sinal identificador de veículo. Este último crime é especialmente combatido na região, por estar frequentemente ligado a quadrilhas especializadas em desmanches e clonagem de carros e motos.
Eficácia tecnológica
A prisão demonstra como o investimento em tecnologia tem sido um divisor de águas para a segurança na Baixada Santista. O sistema permite que, em segundos, a equipe de rua saiba exatamente com quem está lidando, impossibilitando que criminosos com pendências judiciais voltem a circular livremente. O indivíduo foi conduzido ao Distrito Policial de Mongaguá, onde a autoridade de plantão ratificou a prisão, deixando-o à disposição do Poder Judiciário.