Polícia

Mãe processa Prefeitura de Mongaguá e pede R$ 100 mil após abuso de filha em escola

Família aponta que respostas oficiais só vieram após intervenção do Ministério Público

Criança de cinco anos foi vítima de abuso sexual em escola, e mãe busca reparação de R$ 100 mil por danos morais - Foto: Divulgação/ Prefeitura de Mongaguá

Redação Publicado em 05/05/2026, às 11h03

Uma ação judicial movida contra a Prefeitura de Mongaguá busca reparação por danos morais após uma criança de cinco anos ter sido vítima de abuso sexual dentro da Emei Pingo de Gente. A mãe da vítima pleiteia uma indenização de R$ 100 mil, alegando que o crime, ocorrido em 2024, foi agravado pela negligência e demora das autoridades municipais em oferecer suporte e respostas à família.

O caso tramita em segredo de Justiça e ganhou um novo capítulo com o posicionamento do Ministério Público de São Paulo (MP-SP). O órgão deu parecer favorável ao pagamento de indenização, sugerindo o valor de R$ 50 mil para a criança e R$ 10 mil para a mãe. O MP destacou que a morosidade institucional em lidar com o episódio causou prejuízos emocionais severos à menor, que hoje apresenta quadros de medo e dificuldade de convívio social.

Histórico da denúncia

O crime teria acontecido no banheiro da unidade escolar, praticado por um colega de turma. Além do abuso, a vítima relatou ter sofrido ameaças para que o caso não fosse revelado. Segundo a defesa da família, embora um Boletim de Ocorrência tenha sido registrado na época, o retorno efetivo da rede de proteção só ocorreu em janeiro de 2025, após a genitora levar a denúncia diretamente ao Ministério Público diante do silêncio da escola e do Conselho Tutelar.

Resposta da municipalidade

A atual gestão da Prefeitura de Mongaguá se manifestou por meio de nota, ressaltando que o episódio pertence ao período da administração anterior. A Procuradoria do Município informou que está acompanhando o processo e se manifestando nos prazos oportunos, mas reforçou que ainda não há uma sentença definitiva e que o governo aguardará o desfecho judicial para avaliar possíveis recursos.

A administração optou por não fornecer detalhes específicos sobre as medidas disciplinares tomadas na época, justificando que o sigilo é necessário para preservar a identidade da criança e cumprir a legislação de proteção a menores.

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