Com mais de 200 policiais, a operação se estendeu por nove estados e resultou em 45 mandados de busca e 39 prisões temporárias
Redação Publicado em 15/04/2026, às 10h20
O cenário do funk nacional foi sacudido na manhã desta quarta-feira (15) por uma megaoperação da Polícia Federal. O funkeiro MC Ryan SP foi preso em Bertioga, no litoral paulista, enquanto o MC Poze do Rodo também foi detido por agentes federais no Rio de Janeiro.
Ambos são alvos da Operação Narco Fluxo, que busca desarticular uma organização criminosa bilionária especializada em lavagem de dinheiro e movimentação ilícita de valores através de criptomoedas.
De acordo com a Polícia Federal, o grupo movimentou uma cifra impressionante, que ultrapassa os R$ 1,6 bilhão. As investigações mostram que os envolvidos utilizavam um esquema sofisticado para ocultar dinheiro, que incluía o transporte de grandes quantias em espécie e transações financeiras complexas no Brasil e no exterior. A operação é um desdobramento de uma investigação anterior, chamada Narco Bet, que já monitorava o uso de plataformas financeiras para a lavagem de capitais.
Operação em escala nacional
A ofensiva mobilizou mais de 200 policiais federais para o cumprimento de 45 mandados de busca e apreensão e 39 mandados de prisão temporária. As ordens judiciais partiram da 5ª Vara Federal de Santos, mas a ação se estendeu por nove estados, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina, além do Distrito Federal. Em Bertioga, a prisão de Ryan SP chamou a atenção de moradores e fãs, já que o artista é uma das figuras mais populares do gênero atualmente.
Além das prisões, a Justiça determinou o sequestro de bens e o bloqueio de empresas ligadas aos investigados. O objetivo é asfixiar financeiramente o grupo e garantir que os ativos sejam preservados para um futuro ressarcimento. Durante as buscas, os agentes apreenderam carros de luxo, dinheiro vivo, documentos e diversos equipamentos eletrônicos que agora passarão por perícia técnica.
Próximos passos e acusações
Os detidos na operação poderão responder por crimes graves, como associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. A Polícia Federal acredita que os documentos e celulares apreendidos nesta quarta-feira ajudarão a identificar outros membros da quadrilha e a rastrear o caminho percorrido pelo dinheiro ilícito fora do país.
Até o fechamento desta reportagem, as assessorias de MC Ryan SP e MC Poze do Rodo não haviam se manifestado oficialmente sobre as prisões. O espaço segue aberto para o posicionamento das defesas. As investigações continuam sob sigilo para garantir que todos os envolvidos no esquema de R$ 1,6 bilhão sejam localizados.