Ex-vereador não retornou no prazo prometido; nova diligência em Sorocaba apreendeu cerca de R$ 410 mil nesta sexta-feira (18)
Redação Publicado em 18/09/2026, às 08h37
A Polícia Civil de São Paulo destacou que o ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal, Milton Leite (União Brasil), alvo de mandado de prisão na Operação Vectura Corrupta, está foragido.
Segundo a decisão judicial, Milton Leite foi apontado como uma pessoa que obteve participação na operação de empresas de transportes que estão sendo investigadas. Seu nome aparece em diálogos e em outros momentos durante a investigação. Além disso, o documento menciona algumas declarações de policiais militares dizendo que ele seria o dono da Transwolff.
A defesa da Transwolff afirmou que Milton Leite nunca teve participação societária na empresa, nunca participou da gestão, nunca ordenou nada, além de afirmar que o que foi falado era uma informação equivocada.
Milton não foi encontrado pelos policiais que foram até sua casa para cumprir o mandado. Dada as circunstânicas, foi considerado foragido pela polícia.
Em nota, Milton Leite afirmou que não está foragido e sim, viajando: "Estou em viagem, não estou foragido, e vou me apresentar às autoridades em até 24 horas. Vou provar minha inocência em todas as acusações".
De acordo com as informações, Milton estava em casa até o período da tarde desta quarta-feira (16), mas que saiu à noite. Uma funcionária relatou que o motivo de sua saída foi "um compromisso de campanha".
Segundo o Delegado da Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes) de Mogi das Cruzes, Fabrizio Intelizano, será apurada a hipótese de vazamento da operação durante a investigação.
Atualização sobre o Milton:
O ex-presidente da Câmara Municipal, afirmou que voltaria por volta das 07h da manhã, mas até o presente momento, nesta sexta-feira (18), Milton não retornou e a sua defesa não foi localizada para falar sobre o assunto.
Operação:
A Operação do Ministério Público (MP) da Polícia Civil, está realizando uma investigação sobre a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC), em empresas de transporte coletivo e em estruturas do poder público do Estado de São Paulo.
De acordo com as autoridades, foi realizada uma busca nesta sexta-feira (18), em Sorocaba, interior paulista, para localizar e prender Milton. Existia uma suspeita de que o ex-parlamentar estivesse escondido em algum imóvel da cidade, mas não o encontraram.
No local, foi encontrado dinheiro (cerca de R$ 410 mil) e documentos com uma pessoa que não soube explicar o que havia sido encontrado, nem como havia parado (o dinheiro e os documentos) ali.
No total, a Justiça determinou as prisões de 16 investigados, sendo 10 presos e 6 foragidos. Além dos mandados de prisão (temporários), foram expedidos 18 mandados de busca e apreensão. A investigação aponta diversas suspeitas como a de lavagem de dinheiro, corrupção e sobre os transportes públicos serem controlados (de maneira direta ou indireta) pela facção criminosa, PCC - ainda está sob investigação.