Polícia

Ministro nega envio de recurso de Robinho ao STF sobre condenação por estupro

Robinho, condenado em 2022, cumpre pena no Brasil após homologação da sentença italiana pelo STJ, sem possibilidade de extradição

Robinho está detido desde março de 2024 e cumpre pena no Centro de Ressocialização de Limeira - Imagem: Divulgação

Redação Publicado em 28/07/2026, às 09h36

O ministro Luis Felipe Salomão, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou o recurso extraordinário interposto pela defesa de Robinho que visava levar ao Supremo Tribunal Federal (STF) a contestação sobre a homologação da sentença italiana no Brasil. Com a decisão monocrática, fica mantida a determinação para que o ex-jogador cumpra em solo brasileiro a pena de nove anos de prisão por estupro de vulnerável cometida na Itália.

Ao indeferir o pedido, o magistrado destacou que a matéria apresentada pelos advogados não atende aos requisitos constitucionais exigidos para apreciação pela Suprema Corte. O ministro ressaltou que a tese se enquadra em entendimento sob o regime de repercussão geral de aplicação obrigatória, frisando em sua decisão que a transferência da execução da pena não viola o núcleo essencial de direitos fundamentais nem configura inconstitucionalidade.

Argumentação da defesa e histórico da condenação

A defesa do ex-atleta sustenta no processo a tese de que um cidadão brasileiro nato não pode cumprir condenação proferida por tribunal estrangeiro em território nacional, defendendo que o caso deveria ser rejulgado por órgãos do Poder Judiciário brasileiro. Os advogados também questionam a enquadração do crime como hediondo, alegando ausência dessa classificação no sistema jurídico da Itália. Paralelamente, em junho, a equipe jurídica do ex-jogador já havia formalizado um pedido de habeas corpus no STF para afastar essa tipificação.

Condenado definitivamente pela Justiça italiana em 2022 a nove anos de reclusão pelo crime ocorrido em 2014, Robinho não foi extraditado devido à vedação constitucional. A pedido das autoridades daquele país, o STJ homologou a sentença para execução em território nacional. O ex-jogador está detido desde março de 2024 e, após transferência da Penitenciária II de Tremembé em novembro do mesmo ano, encontra-se cumprindo a reprimenda no Centro de Ressocialização de Limeira, no interior paulista.

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