Abordagem da Polícia Militar no bairro Belas Artes descobri adulterações no chassi e nos sinais identificadores do veículo
Redação Publicado em 01/06/2026, às 10h58
Uma negociação feita pelas redes sociais terminou com uma motorista atrás das grades no Litoral Sul. Na última sexta-feira, 30 de maio, uma equipe da Polícia Militar prendeu uma mulher em flagrante pelos crimes de receptação e adulteração de sinal identificador de veículo automotor. A abordagem aconteceu durante um patrulhamento de rotina pelo bairro Belas Artes, em Itanhaém.
Os policiais militares circulavam pelas ruas do bairro quando suspeitaram do comportamento da condutora e do aspecto do automóvel, decidindo ordenar a parada. Ao jogarem as placas e os dados iniciais do carro no sistema de segurança, as telas do terminal acusaram as primeiras divergências de cadastro, o que motivou a equipe a iniciar uma vistoria minuciosa no veículo.
Carro clonado e golpe da internet
Durante o pente-fino no motor e na estrutura, os policiais descobriram que os sinais identificadores de fábrica, como a numeração dos vidros e etiquetas, apresentavam inconsistências graves e indícios claros de adulteração. Cruzando os dados verdadeiros do chassi, a equipe constatou que o automóvel era, na verdade, produto de furto recente.
Ao receber a voz de prisão, a mulher tentou se justificar com os policiais. Ela alegou que não sabia que o carro era clonado e afirmou ter comprado o veículo de boa-fé por meio de um anúncio e uma negociação realizada pela internet, sem conferir a procedência dos documentos.
Caminho do plantão policial
Seguindo os procedimentos de praxe, a motorista foi encaminhada primeiro a uma unidade de pronto atendimento para passar por exames médicos e, em seguida, foi levada junto com o veículo apreendido para o plantão da Delegacia Sede de Itanhaém.
O delegado de plantão avaliou as provas trazidas pela PM, não aceitou a justificativa da motorista e ratificou a prisão em flagrante pelos crimes de receptação e clonagem de veículo. O carro foi recolhido ao pátio municipal para passar por perícia técnica, e a mulher permaneceu detida na carceragem, ficando à disposição da Justiça.