Praia Grande

Mulher é presa por dopar e roubar idoso de 77 anos em Praia Grande

A acusada se encontrou com a vítima pelo Tinder e usou clonazepam para roubar celular e dinheiro do idoso inconsciente

- Foto: Reprodução

Redação Publicado em 22/07/2026, às 07h50

Uma mulher de 35 anos, identificada como Ágatha de Oliveira Ricardo, foi presa preventivamente na última segunda-feira (21) em Barueri, na Região Metropolitana de São Paulo, acusada de praticar o golpe conhecido como "Boa Noite, Cinderela" contra um idoso de 77 anos em Praia Grande. Durante o cumprimento de um mandado de busca e aprovação em sua residência, os policiais civis do 3º DP de Praia Grande apreenderam 13 comprimidos de clonazepam — psicotrópico de tarja preta que causa sedação intensa e perda de consciência —, considerado a prova material da ação criminosa.

A prisão preventiva e a busca domiciliar foram decretadas pelo juiz Fernando César do Nascimento, da 1ª Vara Criminal de Praia Grande. Na decisão, o magistrado ressaltou a intensa gravidade do ato, destacando que a acusada ludibriou e rendeu completamente a vítima para dilapidar seu patrimônio enquanto o homem permanecia inconsciente, demonstrando premeditação, organização e técnica na pulverização dos valores subtraídos.

Encontro marcado pelo Tinder e o momento do golpe

A vítima e a acusada se conheceram há cerca de três meses por meio do aplicativo de relacionamentos Tinder. Utilizando o nome falso de "Bruna", Ágatha manteve conversas com o idoso e concordou em encontrar-se com ele pessoalmente. O ponto de encontro inicial foi em um local público na Avenida Presidente Kennedy, no bairro Jardim Real, de onde ambos seguiram para a residência da vítima.

No imóvel, o homem comeu um chocolate e sentiu sede. Aproveitando a oportunidade, a investigada prontificou-se a ir até a cozinha e serviu um copo de água ao idoso. Poucos minutos após ingerir o líquido, o morador perdeu os sentidos, só recobrando a consciência na tarde do dia seguinte. Ao acordar, notou que a mulher havia fugido levando seu celular e diversos objetos da casa.

Posteriormente, a vítima constatou que os criminosos realizaram transações financeiras utilizando o aplicativo bancário do celular subtraído:


Confissão parcial e investigação de novos golpes

Em depoimento prestado ao delegado Rodrigo Martins Iotti no 3º DP de Praia Grande, Ágatha admitiu ter colocado um comprimido de clonazepam na bebida do idoso, mas alegou que agiu porque a vítima teria ficado exaltada. Ela também sustentou que as transferências financeiras teriam sido feitas voluntariamente pelo homem, versão que foi descartada pela Polícia Civil. Antes da expedição dos mandados, o idoso já havia feito o reconhecimento fotográfico da suspeita.

Além dos psicotrópicos, os investigadores apreenderam três aparelhos celulares na residência de Ágatha. A Polícia Civil solicitará a quebra do sigilo dos dados telemáticos para periciar os telefones, com a expectativa de identificar comparsas responsáveis por receber as transferências e verificar o envolvimento da acusada em outros casos do golpe "Boa Noite, Cinderela" na Baixada Santista e na Capital.

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