Investigação revelou centrais telefônicas clandestinas usadas para aplicar golpes em vítimas na região de Cubatão
Redação Publicado em 12/08/2026, às 09h13
A Polícia Civil de São Paulo prendeu uma mulher de 20 anos e um homem de 23 suspeitos de integrarem uma quadrilha especializada nos golpes do falso advogado e do falso gerente de banco, em Cubatão. O cumprimento dos mandados de busca e apreensão contra Naira Luiza Teixeira Gomes e Cleverson dos Santos Ferreira Lopes ocorreu na última segunda-feira (10), no bairro Vila dos Pescadores. A dupla é investigada pelos crimes de estelionato e associação criminosa.
Segundo o delegado titular do município, Fernando Henrique, os investigados atuavam no esquema como "sacadores". A função da dupla consistia em ir até agências bancárias para realizar os saques dos valores obtidos de forma fraudulenta com as vítimas, recebendo um pagamento diário de R$ 150 pelo serviço. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP), ambos foram conduzidos ao 1º Distrito Policial de Cubatão e permanecem recolhidos à disposição do Poder Judiciário.
Centrais clandestinas e líder foragido
As apurações policiais tiveram início no começo do ano e já resultaram na identificação de duas centrais telefônicas clandestinas mantidas pelo grupo na cidade. A primeira estrutura foi localizada em abril, no bairro Vila Esperança, onde os agentes apreenderam cartões, computadores e comprovantes bancários. A segunda central foi descoberta no dia 16 de julho, na comunidade Vila Siri, com apreensão de novos equipamentos e aparelhos telefônicos.
Em ambas as ações, o homem apontado pelas investigações como líder do esquema criminoso, Kauã Freitas Gonçalves de Oliveira, conseguiu fugir após ser alertado por meio de rádios comunicadores sobre a chegada das equipes policiais. Além dele, a polícia identificou Claudiana Souza de Alencar e Wells Chaves de Souza como os "conteiros" da organização, responsáveis pelo fornecimento das contas bancárias que recebiam as transferências das vítimas. Com a identificação de cinco integrantes do grupo, a Polícia Civil informou que vai finalizar o relatório do inquérito e solicitar a prisão preventiva dos demais envolvidos. Kauã segue sendo procurado pelas autoridades.