Polícia

PM fecha central de golpes por telefone e detém seis pessoas em Itanhaém

Grupo usava notebooks e celulares para prometer prêmios falsos de programas de TV em troca de transferências por Pix; central clandestina foi descoberta

Seis pessoas são presas suspeitas de aplicar golpes usando "central de telemarketing" - Imagem: Reprodução

Redação Publicado em 20/04/2026, às 13h15

Uma operação da Polícia Militar terminou com a prisão de cinco adultos e a apreensão de um adolescente neste sábado (18), em Itanhaém. O grupo criminoso é suspeito de montar uma central clandestina para aplicar golpes por telefone. A ação aconteceu em uma casa no bairro Jardim Coronel, onde os policiais encontraram uma estrutura preparada para enganar vítimas de diversas regiões.

Como funcionava o esquema

A PM chegou até o local após receber uma denúncia pelo Copom sobre a movimentação estranha na residência. Ao entrarem no imóvel, os policiais deram de cara com várias pessoas trabalhando com notebooks e celulares. Segundo a corporação, os próprios suspeitos confessaram como o crime funcionava: eles ligavam para as pessoas fingindo ser representantes de programas de televisão famosos.

Durante a conversa, os golpistas diziam que a vítima tinha sido sorteada e ganho um prêmio valioso. No entanto, para receber a suposta premiação, a pessoa precisava fazer um pagamento antecipado via Pix. Esse tipo de história é muito comum em golpes de estelionato para convencer as vítimas a transferirem dinheiro rapidamente.

Apreensões e investigação

Dentro da casa, os policiais apreenderam diversos computadores, telefones e outros equipamentos eletrônicos que eram usados para fazer as ligações e gerenciar o esquema. Todo esse material foi recolhido e passará por uma perícia técnica, o que deve ajudar a polícia a descobrir quantas pessoas foram enganadas e qual o valor total que a quadrilha conseguiu roubar.

Os seis envolvidos foram levados para a delegacia de Itanhaém, onde o caso foi registrado como estelionato, associação criminosa e corrupção de menor, já que havia um adolescente participando das atividades. Eles agora seguem à disposição da Justiça enquanto a Polícia Civil continua as investigações para identificar se existem outros braços dessa organização criminosa atuando na região.

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