Denúncia foi feita na terça (29). Prefeitura afastou o docente, acionou o Conselho Tutelar e garantiu apoio psicológico à vítima
Redação Publicado em 01/10/2026, às 09h32
Um caso grave de violação de direitos infantis abalou a comunidade escolar de São Vicente, no litoral paulista, nesta semana. Um professor de educação física de 50 anos foi preventivamente afastado de suas funções em uma escola da rede municipal após ser formalmente acusado de abusar sexualmente de uma aluna. O episódio agora é alvo de um inquérito conduzido pela Polícia Civil, que investiga o educador pelo crime de estupro de vulnerável.
Denúncia e afastamento imediato
A denúncia que trouxe as acusações à tona foi formalizada na manhã da última terça-feira (29). Após tomarem conhecimento dos abusos, os responsáveis pela estudante procuraram o 3º Distrito Policial (DP) de São Vicente para registrar o caso às autoridades.
Diante da extrema gravidade das acusações e da formalização do boletim de ocorrência, a resposta do Executivo municipal foi célere. O professor foi imediatamente afastado de seu cargo e de qualquer atividade dentro da unidade de ensino no mesmo dia, garantindo o distanciamento irrestrito da vítima e dos demais alunos da instituição enquanto o caso é investigado.
Rede de proteção e acolhimento psicológico
Em nota oficial, a Prefeitura de São Vicente detalhou que prestou o suporte necessário à família desde os primeiros momentos após a revelação do caso. A Administração Municipal auxiliou os responsáveis pela criança na elaboração do registro policial e no acionamento do Conselho Tutelar, órgão fundamental para assegurar a proteção e os direitos da menor de idade.
Além das medidas administrativas e legais, o município assegurou que a estudante foi prontamente acolhida pela equipe da unidade escolar. A Secretaria de Educação (Seduc) assumiu o compromisso de fornecer acompanhamento psicológico integral para auxiliar a vítima e seus familiares a lidarem com o trauma gerado pela situação.
Investigação sob sigilo e tolerância zero
O Executivo vicentino fez questão de demarcar sua postura diante do episódio repudiável, ressaltando em comunicado oficial que "não tolera, em hipótese alguma, casos de violência ou violação dos direitos de crianças e adolescentes". A prefeitura reiterou ainda que adotará todas as sanções administrativas cabíveis e seguirá colaborando ativamente com as autoridades policiais para a apuração total dos fatos.
Procurada pela reportagem para comentar o andamento do inquérito, a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) informou que todos os detalhes da investigação serão mantidos sob rigoroso sigilo. A medida é uma exigência legal inegociável, aplicada para preservar a identidade, a privacidade e a integridade da vítima menor de idade.