Flagrado por câmeras arrebatando idoso de bicicleta no Jardim Oásis, suspeito é preso pela DIG e dois comparsas continuam foragidos
Redação Publicado em 01/09/2026, às 09h07
As investigações conduzidas pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) para apurar o desaparecimento e o assassinato de um homem de 63 anos, conhecido na comunidade como "Zezinho", avançaram com a captura de um dos principais suspeitos na última sexta-feira (28), em Itanhaém. A equipe policial deu cumprimento a um mandado de prisão temporária contra Murilo da Silva de Oliveira, apontado como integrante de um "tribunal do crime" que executou a vítima e ocultou o seu corpo.
O crime ocorreu em 18 de fevereiro e foi registrado por câmeras de monitoramento instaladas na Rua Emídio de Souza, no bairro Jardim Oásis. De acordo com o inquérito policial, as imagens mostram Murilo perseguindo, agredindo fisicamente e arrebatando a vítima, que trafegava pelo local em uma bicicleta. Após o ataque violento em plena via pública, o homem foi colocado à força dentro de um veículo e levado até uma área rural no bairro Mambu, onde teria ocorrido a execução. O automóvel utilizado na ação foi localizado posteriormente pelas autoridades, totalmente destruído pelo fogo.
Motivação, invasão de imóvel e comparsas procurados
Segundo as apurações da Polícia Civil, o julgamento paralelo orquestrado pela organização criminosa foi motivado por uma denúncia de assédio sexual envolvendo duas crianças que eram vizinhas da vítima. A suspeita nunca foi comprovada oficialmente e continua sob apuração paralela da corporação. Antes do sequestro, Zezinho já havia tido um desentendimento com a mãe de uma das crianças, episódio que culminou na invasão, saque e destruição completa de sua residência.
Ao todo, cinco pessoas foram identificadas pela DIG por participação direta no homicídio, no sequestro e na fase de planejamento. Murilo foi recolhido à Cadeia Pública de Peruíbe, onde permanece à disposição da Justiça. A corporação realiza buscas para capturar outros dois investigados com mandados de prisão expedidos: Orlando Tavares e um comparsa identificado pelo apelido de "Bahia", que continuam foragidos. As buscas prosseguem para localizar os restos mortais da vítima e concluir a identificação de todos os envolvidos.