Saúde Pública

Polícia fecha fábrica clandestina de gelo em casa de luxo no litoral de SP e prende proprietário

Gelo apreendido levanta preocupações sobre higiene e segurança alimentar, podendo afetar a saúde pública.

Autoridades alertam sobre a importância de verificar a procedência de produtos alimentícios e denunciar irregularidades. - Imagem: Reprodução / Metrópole

Otávio Alonso Publicado em 24/01/2026, às 00h13

A Polícia fechou nesta sexta (23) uma fábrica clandestina de gelo que operava dentro de uma casa de alto padrão, no bairro do Guaiuba, no Guarujá. A ação ocorreu após investigação que apontou a produção e a distribuição do produto sem qualquer tipo de autorização dos órgãos competentes. Dois homens, incluindo proprietário do imóvel, foram presos em flagrante.

De acordo com as informações apuradas, o local não possuía licença sanitária nem alvará de funcionamento. Durante a operação, os agentes encontraram equipamentos utilizados na fabricação do gelo e grande quantidade do produto pronto para distribuição, o que levantou preocupação quanto às condições de higiene e segurança alimentar.

A operação só foi possível através de uma parceria entre a Delegacia Sede do município, com apoio da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), Vigilância Sanitária, Guarda Civil Municipal (GCM), da Neoenergia Elektro e da Sabesp.


Imóvel e proprietário

Segundo a polícia, a ação resultou ainda na apreensão de outros itens além do material empregado na fabricação do gelo. No imóvel, os agentes localizaram uma arma de fogo, equipamentos eletrônicos e dinheiro em espécie, cujo valor não foi informado. O responsável pela casa, que também é proprietário de uma adega na região, recebeu voz de prisão em flagrante. Já no decorrer das diligências, um segundo envolvido foi detido, sem que as autoridades divulgassem o local da prisão.

O responsável pelo imóvel foi encaminhado à delegacia, onde permaneceu à disposição da Justiça. O caso segue sob investigação para apurar há quanto tempo a atividade funcionava de forma irregular e para identificar possíveis compradores e pontos de distribuição do gelo.

As autoridades reforçam a importância de consumidores e comerciantes verificarem a procedência de produtos alimentícios e denunciarem atividades suspeitas, principalmente quando envolvem riscos à saúde pública.

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