Polícia Civil apreende ampolas de tirzepatida, retatrutida e agulhas sem aval da Anvisa com mulher presa em flagrante na Vila Esperança
Redação Publicado em 02/09/2026, às 08h06
Uma mulher de 31 anos foi presa em flagrante pela Polícia Civil na tarde de segunda-feira (31), acusada de comercializar de forma ilegal medicamentos e substâncias controladas no bairro Vila Esperança, em Cubatão. O flagrante ocorreu durante o cumprimento de diligências conduzidas por agentes do 1º Distrito Policial (DP) do município, que investigavam esquemas clandestinos de distribuição e venda das chamadas "canetas emagrecedoras" promovidas irregularmente por meio de perfis nas redes sociais.
Após monitoramento das atividades digitais e identificação do endereço utilizado pela suspeita, os policiais civis se dirigiram até a residência da investigada e executaram uma busca minuciosa no imóvel. Durante a vistoria, os investigadores apreenderam substâncias associadas à tirzepatida e à retatrutida — princípios ativos utilizados em tratamentos metabólicos —, todas sem qualquer indício de autorização ou registro junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), além de insumos hospitalares e um smartphone utilizado nas negociações.
Apreensão de insumos e enquadramento penal
No total, os agentes recolheram uma ampola de tirzepatida acompanhada de solução líquida para diluição, um dispositivo injetor identificado como retatrutida, seis agulhas de aplicação descartáveis, um frasco coletor e o aparelho celular que servirá para a extração de dados e conversas com compradores. Nenhum dos itens apresentava nota fiscal, prescrição médica, comprovação de procedência lícita ou rotulagem nos padrões das normas sanitárias brasileiras.
Diante da ausência de documentos legais, a mulher recebeu voz de prisão e foi conduzida à carceragem da delegacia seccional, onde o delegado de plantão ratificou o flagrante com base no artigo 273 do Código Penal, que tipifica como crime contra a saúde pública a falsificação, corrupção, adulteração ou comércio clandestino de produtos destinados a fins terapêuticos ou medicinais. Todos os produtos apreendidos foram lacrados e encaminhados para análise pericial do Instituto de Criminalística (IC), enquanto o inquérito policial segue aberto para mapear a cadeia de fornecedores e distribuidores da substância na Baixada Santista.